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Tratando joia como bijuteria- Sérgio da Silva Almeida

13 de maio de 2021 | Arquivado em Opinião | 63 views

Sérgio da Silva Almeida

Eu estava em Chapecó no dia em que Henryque, o bebê sobrevivente do ataque a facão que matou três crianças e duas professoras na creche em Saudades (SC), recebeu alta do hospital. O inocente de 1 ano e 8 meses, ao deixar a unidade de saúde, recebeu certificado de coragem: “Você é um super-herói”.

Durante conversa com amigos que se mostraram bastante transtornados – e revoltados –, um deles levantou uma questão relevante: a falta de segurança nas escolas. E surgiu a pergunta: se a Lei 7.102/83 determina que as instituições bancárias devem manter vigilância constante, por que não há lei que obrigue vigilantes no espaço escolar? Em meio a opiniões, uma voz ecoou: “Se protege mais o dinheiro do que as crianças”.

Eu deixei a cidade pensando: muitos pais depositam seu dinheiro em bancos que contam com sistemas avançados tecnologicamente e profissionais bem treinados para protegê-lo contra ações de ladrões, mas, por precisar ir ao trabalho, deixam os filhos em escolas sem vigilância, expostos à insegurança e à violência, achando que são ambientes seguros.

E quando ouvimos o áudio desesperado da professora da creche, que trabalhava à mercê de maníacos e criminosos, ao telefone com o bombeiro: “Meu Deus, socorro, tem um maníaco aqui na creche. Tá esfaqueando”, nos sentimos impotentes.

No livro “Estudar pode ser uma festa”, escrevi sobre a mãe que passeava com o filho nos braços quando, ao passar diante da boca de uma caverna, escutou uma voz: “Entre e apanhe o que quiser”.

A mulher entrou e viu uma quantidade inacreditável de pedras preciosas. Novamente ouviu a voz: “Logo a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal”.

Fascinada, colocou o bebê no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia. E antes da porta se fechar, sentindo-se abastada, correu para fora. Porém, não demorou para entrar em desespero ao dar-se conta de que havia esquecido o principal: seu filho”.

Eu sei, é só uma história! Mas faz pensar sobre tragédias como a de Saudades (SC): estamos preocupados em encher as mãos com “pedras preciosas” e esquecendo nossas “preciosidades”: as crianças. Como costumo dizer: “Tratando joia como bijuteria”.


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