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Editorial da redação: Quem será o cirurgião?

18 de maio de 2021 | Arquivado em Geral | 2.575 views

Editorial da Redação: Quem será o cirurgião?

O assunto palpitante nas redes sociais nesta terça-feira, 18 de maio, é o desentendimento da secretária de saúde de São Sepé com os jornalistas da Rádio Cotrisel, quando ontem, ela fez, via telefone, ameaças e retaliações, num tom bastante autoritário.

Diante dos fatos, no mínimo que podemos fazer como veículo de comunicação, é não calar e, assim, refrescar a memória daqueles que agem dessa maneira, que uma importante função da imprensa é informar para ajudar os cidadãos a compreender o verdadeiro papel de um gestor público, e conscientizar as pessoas de como as decisões tomadas as afetarão de alguma forma, seja para o lado positivo ou negativo.

Quando os jornalistas são ameaçados, atacados, censurados, é um ataque direto à liberdade de expressão de uma sociedade.

Confesso que temos sido até benevolentes em relação a inúmeros relatos e denuncias que nos chegam todos os dias e não publicamos.
Não temos levado adiante tais fatos e acontecimentos por não sermos um veículo de imprensa investigativo e por nem termos o suporte e aparelhamento, seja técnico ou profissional para tal. Mas já diziam os antigos: Onde há fumaça, pode ter fogo.
Por isso, aos que denunciam e se dizem perseguidos, cabe no mínimo, uma análise do Ministério Público e principalmente do Poder Legislativo, o verdadeiro representante do povo.

Uma coisa é evidente: Ou o prefeito toma de vez as rédeas do problema, ou a vaca vai pro brejo, levando junto algumas boas ações de gestão que o atual governo vem implantando em São Sepé.

Sabemos que as mudanças propostas em campanha e que estão sendo implementadas em alguns setores geram discórdia, até porque “alguns” estavam numa zona de conforto.

Bom, isso a gente até entende. Porém, mudanças que vem com imposição e falta de respeito, seja com servidores, colegas de trabalho, imprensa e comunidade, demonstra um visível despreparo para a função pública que se ocupa.

Como um profissional de imprensa com bom trânsito nos bastidores da política, sei que essa situação não vem agradando companheiros de gestão, aliados políticos , muito menos alguns que fazem parte da cúpula do governo.

O problema é que mexer na ferida pode significar um sangramento ainda maior, afinal, é preciso acomodar interesses que foram construídos juntos no período eleitoral e que foram decisivos para a vitória nas urnas.

Até se compreende que tais interesses possam ser acomodados, mas não quando afetam profissionais, servidores que até então eram considerados exemplares e principalmente afeta o serviço da população.

A crise está instalada e a cirurgia talvez seja a solução para a cura, mas quem será o cirurgião?


Para Refletir: ” Mais importante do que ter em mente sua obra pronta, é enxergar os tijolos”.

Luís Garcia. Diretor do Jornal do Garcia Online.


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