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Violência é problema, não solução! – Sérgio Almeida

12 de setembro de 2018 | Arquivado em Geral, Opinião | 139 views

Sérgio Almeida

 O atentado contra Bolsonaro foi o evento de maior repercussão imediata no Twitter desde 2014. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, 40,5% dos perfis falaram do ataque como uma “fake facada”; 12,7% desejaram sua recuperação e vitória no pleito de outubro; 9,8% compartilharam mensagens de solidariedade, mas lembraram a falta de empatia do candidato em eventos similares; 8,7% repreenderam quem ficou feliz com a facada e 7% dos perfis criticaram os que suspeitaram da veracidade do ocorrido.

Antes do crime, mensagens incentivavam moradores de Juiz de Fora a “acabar com ele”. Uma internauta postou: “Bolsobosta vai vir pra Juiz de Fora, se organizar direitinho a gente mata ele”. Após o ato, outras mensagens demonstraram apoio à tentativa de homicídio. Uma professora de Turvo (SC) aplaudiu: “Devemos cortar o mal pela raiz. Parabéns ao brasileiro que tentou acabar com o Bolsonaro”. Outros acharam pouco a facada. Uma professora da Unicamp publicou: “Sou totalmente contra a violência, mas faltou acabar o serviço”. E teve até quem fizesse novas ameaças, um internauta, do perfil “Ódio do bem”, postou a foto de um revólver e uma faca com a legenda: “Se a faca não matou, é a vez da arma”.

Sobre os que justificaram o atentado com “Ele colheu o que plantou”, eu paro para pensar: o papa João Paulo II pregava a paz, e mesmo assim foi vítima de dois atentados. John Lennon, que cantava sobre o amor, foi morto a tiros. “Pensei que se o matasse eu me tornaria alguém, e ao invés disso, tornei-me um assassino, e assassinos não são ninguém”, confessou o matador. É como digo: ninguém pode colocar sentimentos em ninguém, apenas se “aperta o gatilho”.

Quando vejo alguém sentir prazer em relação à dor ou sofrimento de outra pessoa – seja ela quem for –, me vem à mente a pergunta que Bolsonaro fez na UTI: “Será que o ser humano é tão mau assim?”. E me lembro da frase do papa Francisco, quando da onda de mensagens de “Bem feito! Ela mereceu!”, após a morte da esposa de Lula, Marisa Letícia: “Quando você comemora a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo”.

Violência é problema, não solução. O filho pergunta para o pai: “Se matássemos todos os ladrões, só ficariam as pessoas boas, né pai?”. O pai responde: “Não filho, só ficariam assassinos”.


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