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Vamos se ajudar, não só se proteger – Sérgio da Silva Almeida

18 de junho de 2020 | Arquivado em Opinião | 77 views

Sérgio da Silva Almeida

Eu me identifico com o meme que está rolando nas redes sociais de um minion (aquele serzinho amarelo engraçado, do filme de animação “Meu malvado favorito”) seguido da frase: “Já não bastava o ‘aonde está meus óculos?!’ Agora tem ‘cadê a minha máscara?!’”. Outro dia, ao chegar ao supermercado, percebi que tinha esquecido a máscara. Perguntei ao homem que estava na porta se ele poderia pegar um quilo de erva-mate. Prontamente, ele foi até a gôndola, pegou o pacote, enfrentou a fila no caixa e efetuou o pagamento. E só depois que me entregou o produto, descobri que Carlos não era funcionário, mas cliente. Barbaridade!

Deixei o local louco para passar adiante a gentileza. Foi quando, mateando na sacada do apartamento, notei um casal de idosos na calçada carregando pesadas sacolas de compras a pé. Não pensei duas vezes: coloquei a máscara, desci pelo elevador e me ofereci para ajudar. Pensa num casal que ficou feliz!

A solidariedade “está rolando solta” durante a pandemia. A Ambev doou álcool em gel e a Electrolux purificadores de água para hospitais. A Latam Airlines se dispôs a transportar profissionais de saúde. E a corrida das equipes de Fórmula 1 agora é fabricar respiradores em alta velocidade.

A população também está nessa onda. Amigos se unem e doam cestas básicas para pessoas carentes. Músicos fazem apresentações pela internet para manter o público em casa. E os artesãos da Casa do Artesão de Alegrete doam máscaras para trabalhadores de limpeza urbana, coleta, iluminação pública e cemitério municipal.

E se alguém pensa que ser solidário tem idade, é porque não conhece minhas amigas Schirley Fleck e Vanilda Taborda. Dona Schirley – uma professora aposentada de 79 anos cheia de energia – vai com os vizinhos da Rua Gramado, em Novo Hamburgo, de casa em casa pedir alimentos para o Lar São Vicente de Paula. “Não tem palavras para descrever a emoção de ver a alegria dos velhinhos”, diz emocionada. E dona Vanilda – uma senhora simpática de 83 anos que mantém a vitalidade na terceira idade – se oferece para fazer compras para os idosos do condomínio onde mora, em Porto Alegre. “Espirito de cooperação e solidariedade é dever de todos”, comenta feliz.

Então que tal seguirmos o exemplo dessa galera do bem e diminuirmos o sofrimento de alguém hoje? Vamos se ajudar, não só se proteger. 


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