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Todo escritor é incentivador do porte de livros – Sérgio Almeida

3 de outubro de 2018 | Arquivado em Opinião | 70 views

Sérgio Almeida

 

Fui convidado pela Secretária de Educação de Cachoeira do Sul (RS) para ser o patrono da 34ª Feira do Livro da cidade”. Tive o privilégio de ser patrono nas escolas cachoeirenses Maria Paccico, Antônio Vicente, Cândida Fortes Brandão e Ataliba Brum, e na cidade de São Sepé, onde sou membro da Academia de Letras e Artes Sepeense. Todos os convites me deixaram honrado. Ser patrono de uma feira do livro é a maior honra que um escritor pode receber.

Minha paixão pela escrita começou ainda criança, no Irapuá, interior de Caçapava do Sul. Eu recolhia o jornal que o cobrador da Viação Ouro e Prata jogava em frente à oficina mecânica do meu pai. E lia até os classificados! Em 1977, eu e meus irmãos trocamos o “tapa-pó” branco de uma escola municipal pelo uniforme de um colégio particular – e eu vivia retirando livros na biblioteca. Minha mãe nos levava para a cidade, todos os dias. E, após as aulas, retornávamos os 70 km na maior fuzarca, comendo o pão d’água nosso de cada dia recheado com patê. Tempos bons que não voltam mais! Pequenas coisas alegravam nosso coração. Não demorou, meus pais alugaram um apartamento em Cachoeira, onde moramos por anos.

No colégio, a diretora, após constatar que eu apresentava problemas de aprendizagem, me aconselhou que repetisse a 4ª série. E tive a sorte de passar pelas mãos de uma professora que foi meu porto seguro. Como eu era um aluno que passava a quilômetros das notas altas, ela me fez acreditar que no futuro o meu sucesso poderia contrariar meu boletim. Entretanto, nunca fui reprovado, apesar de ficar em recuperação em quase todas as disciplinas. Até em Desenho e Educação Física. Não levo jeito para pintar e desenhar e durante os exercícios físicos, o professor vivia me dando bronca por eu fazer corpo mole. Mas eu tinha uma estratégia para não repetir de ano: me trancar em meu quarto e estudar para as provas finais. Eu sempre soube que se não pudesse me destacar pelo talento, teria que ser pelo esforço.

A Feira do Livro é um dos eventos culturais mais importantes de um município. Ela reúne leitores e escritores em torno do prazer de ler e escrever. E é uma oportunidade para crianças e adolescentes tomarem gosto pela leitura. Se incentivássemos mais o porte de livros, talvez não fosse preciso debater o porte de armas.


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