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Tem sempre alguém de olho – Sérgio da Silva Almeida

12 de junho de 2020 | Arquivado em Opinião | 53 views

Sérgio da Silva Almeida

Na vida, todos precisam de uma boa referência, alguém (anônimo ou famoso) para se espelhar. O exemplo profissional de um médico desperta a vocação médica de muitos jovens. Um líder comunitário que se preocupa em alcançar o objetivo a qual se propõe a sua comunidade influencia muitos a se dedicar a tornar a cidade um lugar melhor. Enfim, todos nós já tivemos um “super-herói” que nos inspirava quando éramos crianças.

Com o futebol parado por causa do coronavírus, os amantes da bola lançaram uma brincadeira no Facebook: um amigo dá a outro a tarefa de postar os 10 jogadores que influenciaram no seu gosto pelo futebol. Eu fui incumbido da missão por João Correa, ex-fisioterapeuta do Caxias. Uma forma de demonstrar gratidão aos caras que me inspiraram a calçar uma chuteira.

A primeira vez que um atleta da cidade onde cresci, Cachoeira do Sul, despertou minha paixão pela bola foi durante Cachoeira 1 x 2 Grêmio, no Joaquim Vidal, em 20 de junho de 1979, pelo Gauchão. Eu tinha 13 anos e fui assistir Baltazar, o “Artilheiro de Deus”. Mas, antes de vê-lo marcar os dois gols do imortal tricolor, vibrei com o golaço que o alvirrubro Dílson Nunes fez de cabeça após cobrança de escanteio de Toninho. Saí do estádio de alma lavada: “Eu quero viver essa emoção”.

Há outros conterrâneos que me inspiraram na carreira. Lisérgio Pradella, para muitos, foi o melhor ponta direita que já pisou nos campos de várzea da cidade onde cresci. Conta-se que, certa vez, terminou uma partida com lesão em duas costelas. E venceu! Foi parar no Grêmio. Dizem que teria sido o substituto de Renato se não tivesse desistido da carreira.

Teco Tatsch, campeão amador do Rio Grande do Sul em 1979, que foi jogar a fase nacional da Copa Arizona em São Paulo. Quando cheguei na Ser Caxias, em 1987, Teco já tinha encerrado a carreira devido à grave lesão no joelho sofrida em seu jogo de despedida no Centenário (ele havia sido vendido ao futebol uruguaio). Nunca esqueci o que ouvi sobre sua passagem vitoriosa pela equipe grená. “Teco era considerado um herói pela torcida”.Durante a vida, somos influenciados e influenciamos. Por isso, todo cuidado é pouco! Assim como você se inspira em pessoas, pode ter pessoas se inspirando em você. Como costumo dizer, “tem sempre alguém de olho”.     


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