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Tavinho Gazen (PDT) retorna ao Legislativo em 2017

19 de outubro de 2016 | Arquivado em Geral, Política | 460 views

tavinho

Prosseguindo as entrevistas com os candidatos eleitos e reeleitos para os próximos quatro anos no Executivo e Legislativo de São Sepé, vamos conhecer as ideias e análises do vereador Luiz Otávio Picada Gazen (PDT), que retorna ao Legislativo a partir de 2017.

 

JG: Qual foi o maior desafio nesta campanha que o elegeu para uma vaga no Legislativo?

Tavinho: Foi participar de uma eleição em momento de grande descrédito da classe política, com  candidatura definida na data da convenção, concorrendo com muitos candidatos de alto potencial eleitoral, com minha base dividida, sem descumprir nenhuma regra legal, inclusive quanto às despesas de campanha.

 

JG: O senhor é considerado um político de carteirinha, a política está no seu DNA. Teve algum momento em que o senhor pensou em não concorrer?

Tavinho: Sim. Refleti muito até atender o pedido do meu partido para concorrer. O mar de lamas que atinge o país, onde maus políticos e grandes empresários desonestos se uniram para lesar os cofres públicos, me fez pensar em abandonar a vida pública. Todavia, a máxima de que o silêncio dos bons só serve para elevar o tom dos maus falou mais alto na minha decisão. Além do mais, na política municipal as coisas tendem a andar de forma diferente, e se percorrem mesmos descaminhos, estaremos vigilantes para investigar, tornar público e tomar as providências legais que se fizerem necessárias. Assim vejo a política, como a arte de fazer o bem comum. Por isto decidi pelo retorno à atividade parlamentar.

Tive a oportunidade de concorrer em seis oportunidades a vereador – eleito em cinco delas – e uma a prefeito, em que perdi. Ninguém em São Sepé teve mais de cinco mandatos na Câmara. Na eleição eu não fui eleito vereador, mantive a média de votos que sempre fiz, faltou legenda à época. Nunca fui um campeão de votos. Mas quase sempre tive os necessários para minha eleição. Por isto, só tenho a agradecer ao povo de São Sepé pelo reconhecimento e apoio recebidos. Talvez a forma ética e sincera com que faço política tenha servido para a obtenção de tão expressivo apoio eleitoral. Assim quero permanecer atuando, sempre buscando o melhor para nossa gente.

 

JG: As frustrações políticas do passado, seja por não reeleição ao legislativo, ou até mesmo derrotas e falta de apoio interno no seu partido, não fizeram o senhor mudar de lado. Esse idealismo partidário anda faltando na maioria dos políticos?

Tavinho: Tenho para mim que fazer política sem ideal, na busca do bem comum, é a exteriorização de interesses meramente pessoais, que jamais deveriam nortear os rumos de qualquer político. Se percebe que muitos buscam cargo eleitoral como se emprego fosse, sem priorizar o interesse coletivo. Sou trabalhista por convicção, acredito no trabalho como valor maior em qualquer sociedade organizada. Meu partido, o PDT, agrega a defesa do trabalhador com a nobre causa da educação, esta entendida como a forma mais eficaz na busca da igualdade possível entre as pessoas. Eventuais dificuldades  jamais me farão renegar o ideal em que acredito. Acho sim, que falta fidelidade dos políticos as ideias defendidas por seu partido. Isto não é bom para a democracia, ela necessita de partidos fortes e organizados, o que infelizmente pouco se vê por aí. Mas enquanto isto,  sigo fazendo minha parte.

 

JG: Quais as metas principais de atuação que você pretende implantar no Legislativo?

Tavinho: Inicialmente, há que se esclarecer quais são as competências de uma Câmara de Vereadores. Contrariamente ao que muitos pensam, o vereador não possui nenhuma função executiva. A ela não cabe tomar decisões de governo, a administração municipal se faz pelo prefeito, seus secretários e assessores, no direcionamento e orientação do funcionalismo público para a devida prestação de serviços. O vereador, por mandamento constitucional, é um legislador e um fiscal da lei, não mais do que isso.

Nesta linha de atuação, deverá participar do processo legislativo, inclusive da apreciação das normas orçamentárias, e fiscalizar seu cumprimento pelo Executivo. Para tanto, poderá pedir informações ao chefe do executivo e até instalação de CPI, ou mesmo declarar impedimento. Poderá sim pedir providências, sugerir obras e medidas administrativas, mas sem qualquer obrigação ao Prefeito de atender o pleito. Mesmo assim, esperamos influenciar e encaminhar solução para várias demandas que se fazem necessárias, algumas urgentes e históricas, como a construção de um banheiro público, a implementação de um plano de carreira aos servidores municipais, com urgência pelo vale alimentação, agilizar escolas de tempo integral, reabrir o debate sobre plantão farmacêutico próximo ao hospital, se valendo da melhor segurança no local, aquisição de uma cascalheira própria pelo município, incentivo a prática de esportes olímpicos pelos alunos da rede escolar, criação de áreas de lazer  e esporte nos bairros, inclusive de campinhos de futebol, entre tantas outras que, repito, dependem da decisão do executivo em dar prioridade e alocar recursos para atendimento da proposição.

 

JG: Como  o senhor analisa os acordos e principalmente, rompimentos de acordo que têm ocorrido no Legislativo para a presidência e formação da mesa?

Tavinho: A eleição da Mesa do Legislativo é tarefa que cabe aos vereadores. Acordos normalmente são feitos pelo grupo majoritário para alijar os demais da administração da Casa. Por isto não possuem sustentabilidade. Descumprem o princípio da participação proporcional de partidos e bancadas em sua composição. Na única vez em que fui presidente, consegui a participação de todas as bancadas na composição da Mesa. Acordos e descumprimentos fazem parte de uma  história que se repete, não raro com negociação de cargos, que só serve para trazer desgaste aos parlamentares. O certo seria contar sempre com a participação de todos na Mesa, com alternância entre bancadas, seja de situação ou oposição. Mas se sabe da dificuldade de se obter tal resultado. Um dia, quem sabe, atingiremos esta grau de maturidade política que, a meu ver, se impõe.

 

JG: A aposta do Frentão para chegar à prefeitura era soma de votos do PMDB e PDT das últimas eleições, além do apoio dos outros partidos coligados? Isso não ocorreu. Qual sua avaliação desse fato?

Tavinho: Quando se perde uma eleição, é normal que se passe a analisar as causas do insucesso. Da mesma forma, ao vencedor compete reconhecer as ações e movimentos eleitorais que lhe favoreceram. O fato é que vários fatores se somaram para o resultado no pleito. Não me cabe, de forma isolada e pública, tecer comentários sobre o assunto. Penso que os partidos que formaram o Frentão farão a correta avaliação da derrota. Desta discussão, em foro adequado, posso e desejo participar. Só assim estarei contribuindo, quem sabe, para a correta leitura do que aconteceu.

 

JG: Muito se cobra que o PDT não abriu espaço para novas lideranças e que até antigos lideres como o senhor, foram sufocados. Qual sua posição sobre isso?

Tavinho: Talvez esta seja uma circunstância do meu partido, aliás não só dele, outros também agem assim. Somente com uma discussão interna,  onde se queira efetivamento o melhor, poderá haver a reversão deste quadro. Todavia, tenho que o PDT é muito maior que as pessoas, é um partido com ideologia definida, com extensa folha de serviços prestada aos brasileiros. Aqui em São Sepé, sempre que foi governo, andou muito bem. Na oposição, quando a ela guindado, fez o bem combate. Nunca na defesa do quanto pior melhor, mas também sem se submeter a práticas e pressões, atuando sempre na defesa de seus princípios e convicções. Assim será nossa atuação a partir de janeiro de 2017.

 

JG: Como o senhor pretende contribuir para o desenvolvimento de São Sepé, sabendo que a atuação do vereador é de legislar e não executar ações e projetos?

Tavinho:  Como dito antes, minha atuação se dará em cima daquilo que a lei determina. Buscarei fazer da legislatura um instrumento de qualificação do serviço público a ser prestado pela Prefeitura. O debate sobre temas de interesse coletivo,  através de audiências públicas, será um instrumento de trabalho que buscarei incentivar. A presença nas Comissões Temáticas da Câmara, com oferecimento de emendas a projetos em tramitação, será outra ferramenta de que vou me valer. Tudo, é evidente, em parceria com os demais pares na Casa. Em síntese, farei do mandato uma forma de ajudar nosso município naquilo que compete ao vereador realizar.

 

JG: Alguma consideração final?

Tavinho: Quero mais uma vez agradecer à comunidade sepeense por mais uma eleição, que recebo como um voto de confiança em meu jeito de atuar no legislativo municipal. Faço político porque gosto, não dependo de salário de vereador para viver, meu sustento retiro da advocacia, que exerço há 35 anos, e da atividade rural. Isto me dá independência para agir, decidir e votar qualquer matéria de acordo com a minha consciência, tendo como parâmetro os princípios ideológicos que defendo, mas sem qualquer fanatismo ou ranço político. Agradeço ainda o espaço para manifestar um pouco daquilo que pretendo colocar como foco de minha atuação na legislatura para a qual fui eleito. Obrigado São Sepé. Conte comigo. Estou, como sempre estive, a postos e às ordens para bem servir nossa comunidade.

 

Tavinho Gazen comemorou com a família mais uma eleição no Legislativo

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