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Sob nova direção – Sérgio da Silva Almeida

19 de novembro de 2020 | Arquivado em Opinião | 42 views

Sérgio da Silva Almeida

No domingo, acordei cedo na Cabanha Quinheca, no Irapuá, município de Caçapava do Sul, e meus pais, aproveitando o horário preferencial, já haviam votado. Logo em seguida, acompanhei meu irmão caçula a seu local de votação, e pude rever alguns amigos do interior que não via há muito tempo.

Perto do meio-dia, enquanto mateava em frente à casa, notei formigas andando em uma espécie de “fila indiana”, uma atrás da outra, na parede. E uma delas, que era pouco maior do que um pingo no “i”, me chamou a atenção por marchar entusiasmada na contramão e “cumprimentar” as demais que vinham ao seu encontro. E ri: “Estaria ela concorrendo a algum cargo político no formigueiro?”.

Após o almoço, peguei a estrada rumo a Cachoeira do Sul, meu domicílio eleitoral. Durante a viagem, sintonizei numa rádio local para acompanhar a cobertura das eleições e fiquei indignado ao ouvir sobre a idosa que chegou à seção depois do horário preferencial e não votou porque ninguém teve o bom senso de deixá-la passar à frente em uma fila com mais de 20 pessoas.

Na portaria do local de votação, a recepcionista mediu minha temperatura e me aconselhou a espalhar álcool gel nas mãos. A secretária da seção me encaminhou à mesa receptora, onde a mesária conferiu meu documento (sem tocá-lo). O mesário pediu que eu assinasse o caderno de votação (eu levei caneta) e o presidente “me deu um leve puxão de orelhas”: “Senhor Sérgio, celular é proibido na hora de votar”. Coloquei o aparelho sobre a carteira, digitei o número dos candidatos de minha preferência e apertei a tecla verde, na esperança de uma cidade pra frente.

Após o término da votação, cliquei no link da GVC.fm para acompanhar a apuração dos votos. Foi aí que me veio à mente a imagem da pequena formiga motivada do Irapuá (lembra dela?). E me dei conta de que ela era uma espécie de gestora que parava, incentivava e mantinha a esperança das outras formigas na longa fila rumo a construção de um formigueiro seguro e próspero.

E não é o que se espera da cidade sob nova direção? Gestores que trabalhem com iniciativa e dedicação, e que, tal qual fazem as formigas, não pensem somente em si, mas que coloquem o bem comum acima de seus interesses individuais. Sucesso a todos!


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