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Previsão do Tempo


Seja a calma em meio ao caos- Sérgio da Silva Almeida

20 de março de 2020 | Arquivado em Opinião | 57 views

Péricles Purper Thiele, funcionário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), enviou mensagem para sua colega de trabalho Rosélia Souza: “Ficaremos incomunicáveis doravante! Te mando notícias pelo programa “A Hora das Comunicações” da rádio. Fique ligada!”.

Eu vivi para ver um vírus parar o mundo. Campeonatos paralisados. Cultos e missas suspensas. Eventos culturais cancelados ou adiados. Empresas, escolas e universidades fechadas. Um amigo que participa de um grupo de Facebook brincou: “Estão adiando ou cancelando tudo pelo mundo, isso serve também para os boletos?”. E outro prenunciou sobre os tombos causados pelo vírus nas bolsas de valores e a possibilidade de falência das pequenas empresas: “Haverá mais falidos do que falecidos pelo coronavírus”.

É a primeira vez que se pode acompanhar uma epidemia em tempo real. Os telejornais têm nos bombardeado com informações – muitas em tom alarmista –, que podem fazer o cenário piorar antes de melhorar. O mesmo acontece com o WhatsApp e as redes de relacionamentos. O comentário de um facebookqueiro faz rir numa tentativa de manter a cabeça no lugar: “Tenho tanta informação do coronavírus no meu celular, que ele nem vibra mais, ele tosse!”.

A ameaça é real. Mas note que a pandemia do medo é maior que a do vírus. O cenário mostrado é de “apocalipse zumbi” e tem assustado muita gente. A melhor opção é a de manter uma atitude prudente, que não contribua para a amplificação, já que não será o fim do mundo. E seguir as recomendações médicas, tendo em mente que tudo passa. Meu conterrâneo de Caçapava do Sul, Jorge Moreira, em uma rede social, mostrou bom humor: “Sim, tudo passa, mas primeiro te atropela”.

Nesse ínterim, enquanto muitos entram no modo “Deus nos acuda”, há uma classe que escapa à vista da população, e que segue em alto risco e não recua: os profissionais de saúde.

Eles, como soldados no front, estão lutando bravamente contra o que a OMS considera “inimigo público número um”. Na Itália, a foto de uma enfermeira exausta, que adormeceu diante de um computador depois do plantão noturno, comoveu a internet. Franciele Brum, formada pela Unisc, em Santa Crus do Sul, resumiu em sua página no Facebook: “Lembra do Titanic? Nós da enfermagem somos os músicos, e vamos continuar tocando, mesmo se tudo for caos”.


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