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“Se chutar uma moita…” Sérgio da Silva Almeida

12 de fevereiro de 2021 | Arquivado em Opinião | 40 views

Quarta-feira se comemorou o Dia do Atleta Profissional. Ao folhear álbuns de fotografias, me deparei com a carteirinha de atleta do Cachoeira FC, de 1981. Na foto, eu apareço descabelado – mas com cara de feliz – devido a ter saído do treino no Estádio no Joaquim Vidal, às pressas para o estúdio fotográfico.

Eu comecei a carreira futebolística nas categorias de base do Cachoeira FC, aos 15 anos de idade, e a encerrei no Grêmio Esportivo São José, em 1993, clube do qual fiz parte da primeira formação profissional. O Zequinha foi fundado por um grupo de amigos em 1968, no Bar do Pito, Bairro São José, na capital nacional do arroz. Disputou campeonatos municipais e amadores até se tornar um clube profissional de futebol. Sua última participação no Gauchão foi em 2008.

Dede então, já são 13 anos que a cidade não tem futebol profissional. Porém, ela não é a única. Pesquisa da Pluri Consultoria mostrou que apenas 7% das cidades brasileiras têm time profissional de futebol. No país do futebol, os 650 clubes profissionais estão em apenas 422 dos 5.570 municípios.

Eu era proprietário do Soccer Sérgio Almeida, quando Gilian, filho de Valdir Dutra, o Pito, treinou na escolinha de futebol society, em 1998. De cara, sua habilidade com a bola chamou a atenção. Para sua sorte, o São José tinha categorias de base. Gilian se destacou no sub-17 e assinou o primeiro contrato profissional justamente no clube que seu pai ajudou a fundar antes dele ter nascido (Incrível, né?). Não ficou milionário, mas rodou pelo mundo da bola, tendo passagens por clubes como Sapucaiense, Avenida, Internacional, Ribeirão FC, de Portugal, e Al-Ahly Sporting Club, do Egito. “Em 2013, quando meu pai faleceu, eu estava disputando o Gauchão pelo Esportivo”, conta emocionado.

O Brasil é um celeiro de talentos. Quiçá, após a pandemia se possa repensar as estratégias para oportunizar aos muitos “Gilians” escondidos em cidades sem futebol profissional de ao menos tentarem realizar o sonho de se tornar um atleta profissional e cujas famílias não têm condições financeiras para fazê-los sair e buscar a sorte fora. Como costumo dizer: “No Brasil, se chutar uma moita, vai sair muitos garotos bons de bola”.


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