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Rico de um dia para o outro – Sérgio Almeida

30 de maio de 2019 | Arquivado em Opinião | 56 views

Qual seria sua reação se ao consultar seu extrato bancário verificasse um depósito de R$ 120 bilhões? Pois foi o que aconteceu em abril com um morador do Rio de Janeiro que, devido a um erro da Caixa, se tornou, da noite para o dia, o homem mais rico do Brasil. Alegria que durou apenas cinco dias. O banco bloqueou a conta e ele ainda foi alvo de investigação.

Quem nunca pensou em deitar pobre e acordar rico? Eu já! Na década de 1980, eu costumava fazer uma fezinha na Loteria Esportiva (hoje Loteca). Um domingo à tarde, na granja do meu avô Enildo, em Caçapava do Sul, acompanhei pela Rádio Gaúcha os minutos finais dos jogos do concurso daquele fim de semana. Eu estava acertando todos os resultados e, eufórico, prometi ao meu avô: “Vô, vou ajudá-lo a pagar suas dívidas”. Mas o sorriso de felicidade que brotou no rosto dele durou pouco, pois, mal fechei a boca, o radialista do plantão esportivo interferiu em meio à transmissão: “Tem pênalti!”. “Onde, Antônio Augusto?”, perguntou o narrador Armindo Antonio Ranzolin. “Pênalti no jogo 12 para o Santa Cruz”, respondeu. Olhei para meu avô com cara de quem “deu com os burros n’água”: “Vô, esquece a grana”. Ele fez cara de quem não entendeu bulhufas nenhuma, e rebateu: “Como assim, meu neto, você não vai mais ficar rico?”.

O que meu avô não sabia é que se tratava da segunda partida da final do campeonato pernambucano. E como o Náutico havia vencido o Santa no jogo de ida, eu havia assinalado vitória do Náutico e empate (você não teria feito o mesmo?). Mas, graças ao maldito pênalti, minha esperança agora estava nas mãos de um goleiro desconhecido. “Tem gol!”, disse o plantão. “Onde, Antônio Augusto?”, perguntou o narrador. “Gol do Santa Cruz”. E logo em seguida jogou uma “pá de cal” no meu sonho de ficar rico de um dia para o outro: “Terminou na loteria”. “Onde, Antônio Augusto?”. “Terminou o jogo 12, Náutico 0, Santa Cruz 1”.

À noite, a zebrinha falante do Fantástico (lembra dela?) zoou com a minha cara: “Olha eu aí, zebra!”. E eu me dei conta que o único lugar onde riqueza vem antes de trabalho é no dicionário.


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