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Representantes do agronegócio debatem sustentabilidade e inovação

13 de junho de 2017 | Arquivado em Rural | 83 views

Com a presença dos ex-ministros Francisco Turra e Odacir Klein, de secretários nacionais e de Estado, representante da FAO, presidentes de instituições e organizações voltadas ao setor agropecuário, foi realizado na tarde de segunda-feira (12/06) no auditório da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre o 14º Agrimark Brasil – Seminário Brasileiro de Marketing no Agronegócio, com o tema A Produção Rural Sustentável – A Inovação na Gestão de Recursos.
Promovido pelo I-Uma (Instituto de Educação do Agronegócio), o Seminário reuniu técnicos e extensionistas da Emater/RS-Ascar, que acompanharam a homenagem do I-Uma aos 62 anos da Ascar, celebrados no último dia 2 de junho, na entrega de uma placa ao presidente e ao diretor técnico da Emater/RS, Clair Kuhn e Lino Moura, pelo presidente do Instituto, José Américo da Silva, e pelo diretor do Departamento de Integração e Mobilidade Social do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Juarez Távora de Freitas Júnior.
Representando o governador José Ivo Sartori, o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Ernani Polo, avaliou as transformações ocorridas na agricultura, que passou de subsistência para tecnológica, e ressalta que a produção do setor deve avaliar não apenas as safras de grãos, mas considerar o tabaco, as frutas, os hortigranjeiros e as carnes. Para ele, “precisamos intensificar a orientação técnica para construirmos juntos novos caminhos e enfrentar as oportunidades, nos dedicando muito nos objetivos e resultados do programa Conservar para Produzir Melhor, coordenado pela Seapi, com apoio e participação de muitas entidades, como a Emater, e que será apresentado nesta terça-feira, em Chapecó, para os secretários e representantes do setor primários do Paraná e de Santa Catarina”, anunciou.
“Enquanto extensionistas, devemos inovar na forma de atuação dos agricultores que assistimos para qualificar a produção, melhorar a produtividade e agilizar o processo de tomada de decisões”, anunciou o diretor Lino Moura, que falou sobre o programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar, lançado há quase um ano pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e executado pela Emater/RS-Ascar junto a 10 mil das 211 mil famílias de agricultores atendidos pela Instituição em 2016. “Nossa meta é, em quatro anos, implantar 4 mil Unidades de Referência Técnica (URTs) no Estado, onde buscaremos demonstrar que é possível, através da uma gestão eficiente, reduzir os custos e o uso de agroquímicos, reorganizando a propriedade e otimizando o uso de recursos naturais”, avalia Moura.
AGRICULTURA MAIS EFICIENTE
“O Brasil será o celeiro do mundo, não há dúvidas”, anunciou Alan Bojanic, representante da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) para o Brasil, ressaltando que é preciso considerar não apenas as projeções de produção de grãos, que têm evoluído, mas as da população, que calcula, para 2050, mais de 10 bi pessoas no mundo. “O desafio possível é poder alimentar a todos”, diz. Bojanic avalia ainda a problemática das mudanças climáticas e defende uma agricultura adaptativa, capaz de produzir alimentos que atendam a essa demanda crescente. Segundo ele, estamos vivendo a quarta revolução industrial, digital, que vai além da agricultura de precisão, mas que oferece muita intensificação nos sistemas de produção. “Precisamos atingir maior produtividade com menos insumos e recursos naturais e em menos espaços, com o uso de irrigação por gotejamento e fortalecendo a integração lavoura-pecuária-floresta”, exemplifica o representante da FAO. Para Bojanic, o desafio é conciliar as contabilidades ambiental e financeira, “melhorando o uso das tecnologias modernas, que são mais eficientes, para atingirmos o desenvolvimento sustentável”.
PROGRAMAS “AGRO”
Durante o evento, o presidente do I-Uma apresentou o programa Reduc no Meio Rural, que envolve o que ele chama de Trilogia da Inovação Tecnológica: gestão, inovação tecnológica e educação, “temas estratégicos para qualificar a gestão agropecuária”, disse José Américo da Silva.
Durante o evento, outros programas foram apresentados, como o de rastreabilidade da produção leiteira, desenvolvido pela Cooperativa Languiru junto a 10 mil produtores de leite que possuem propriedade de até 10 hectares em 21 municípios gaúchos. Segundo o presidente da Cooperativa, Dirceu Bayer, a Languiru, que completa 62 anos em novembro, é a segunda maior cooperativa do RS e, pelo processo de rastreabilidade, “não está envolvida nas fraudes do leite compensado, nem da carne fraca”, observa.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e ex-ministro Francisco Turra salientou que produzir alimentos é a vocação do Brasil e que “o que vem pela frente, como droners, biocombustíveis e robótica, é mais ousado e nos encaminha para o domínio da inovação”.
Já o secretário nacional substituto de Políticas Agrícolas do Mapa, Sávio Rafael Pereira, avaliou que a tecnologia e a gestão agrícola do Brasil estão entre as mais avançadas do mundo. “Precisamos menos intervenção do governo, com menos burocracias e regras, para termos mais produção”.
Para reduzir a burocracia e o tempo de trâmite de cadastros e processos de controle ambiental, a secretária em exercício da Secretaria Estadual de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do RS, Maria Patrícia Möllmann, falou sobre a Plataforma Digital, o cadastro do sistema de outorga do uso da água, que possui 30 mil cadastros, desde poços artesianos a usos na agricultura (irrigação) e na indústria. Ela também defendeu a padronização de cadastros, “para dar agilidade aos licenciamentos”, e citou o programa de zoneamento ecológico e econômico, iniciado em 2012, com a participação de mais de 200 instituições “e que será o maior repositório de dados técnicos do país”.
O presidente da Emater/RS, Clair Kuhn, agradeceu a homenagem recebida pelos 62 anos da Ascar, “o que reforça o compromisso e a dedicação desta Instituição para com o futuro da agricultura familiar”. Para o presidente, fortalecer as atividades de Extensão Rural e Social desenvolvidas pela Emater/RS-Ascar traz a visão da importância da produção de alimentos em quantidade e qualidade, diminuindo a penosidade no trabalho e garantido maior rentabilidade ao agricultor, “incentivando a família a permanecer no campo”, disse Kuhn, ao defender o Programa de Gestão da Agricultura Familiar, que tem o propósito de organizar a gestão das propriedades, “melhorando as condições de vida de famílias, associações e cooperativas”, observou.
Após as apresentações pelos representantes das instituições do agronegócio, foi realizado painel de debates com o público participante.
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Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS- Ascar

 


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