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Proteja o tesouro certo- Sérgio Almeida

19 de junho de 2019 | Arquivado em Opinião | 17 views

Disputei as últimas três edições do Master 50 Anos em Cachoeira do Sul, organizado pela Associação Cachoeirense de Futebol Varzeano. Fui artilheiro das três competições e ergui a taça de campeão em duas ocasiões. Na época, eu residia em Chapecó, e aos sábados percorria 450 km (somou aí? São 900 km, ida e volta) para ir aos jogos. Saía de casa às 8h, chegava em Cachoeira ao meio-dia e meio, entrava em campo às 15h e, após a partida, retornava para Chapecó. Ao tomar conhecimento do meu “sacrifício”, um jornalista esportivo me perguntou qual era a minha motivação para enfrentar a longa jornada “só para jogar uma partida de futebol”, e eu respondi: “Eu sei que daqui a alguns anos estarei só na torcida”. E esse ano, mesmo morando bem mais distante, em Itajaí (SC), a 750 km (somou aí? São 1500 km, ida e volta), meu entusiasmo continua nas alturas para a disputa do torneio.Sou adepto da ideia de que nunca se é velho demais para sonhar. Por outro lado, sei que há sonhos que não se pode realizar depois de velho. E jogar futebol é um deles. Por isso, devido a já estar sendo assombrado pelo fantasma da perda de massa muscular, a cada jogo procuro fazer uso do principal trunfo de um futebolista veterano: a qualidade técnica. Dessa maneira, tento driblar o envelhecimento, plenamente consciente de que um dia chegarei aos 60 e terei deixado pela longa estrada da vida, segundo estudos, 25% da musculatura. E, quando sentir que não dá mais, mesmo contra a vontade, me verei obrigado a “pendurar as chuteiras”… para sempre.Enquanto o fim da corrida não chega, procuro estar atento ao alerta: “Onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração”. A mais pura verdade, pois, ao meu ver, o funcionário que trabalha num emprego que não gosta só por causa do salário no fim do mês, os pais que têm a sensação de que não estão acompanhando o crescimento do filho, o filho adulto que não percebe que faz um tempão desde a última vez que ligou para seus pais, todos estão colocando o coração no tesouro errado. Entendeu porque eu, que já passei de meio século (tenho 53), estou entusiasmado com a possibilidade de pegar à estrada para fazer o que gosto: jogar o melhor campeonato de futebol varzeano do Brasil, apesar de Cachoeira parecer distante demais? Quero proteger o tesouro certo.


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