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Polícia Civil deflagra operação contra desmanches ilegais na região

10 de janeiro de 2019 | Arquivado em Polícia | 313 views

Foto: Anderson Ribeiro – FS

 

Desde o início da manhã de quarta-feira(09), agentes da 9ª Região Policial desencadearam a operação denominada Los Hermanos. A investigação iniciou em setembro de 2017, pela Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), hoje, Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Na ação, cinco pessoas foram presas. Ao todo, participaram 50 agentes da Polícia Civil, das delegacias da Rainha da Fronteira e região, e da Delegacia de Roubos de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DRV-Deic).
Conforme o delegado Cristiano Ritta, o objetivo foi combater uma organização criminosa, que atuava na receptação e desmanches de veículos, localizada na cidade de Aceguá, fronteira com o Uruguai. Organização essa, considerada uma das maiores do Estado nesse tipo de crime.

Investigação
A investigação começou em setembro de 2017. Logo no início, a Polícia Rodoviária Federal abordou um caminhão-guincho que transportava quatro veículos, oriundos de Porto Alegre, com destino a Aceguá. A abordagem ocorreu na BR-153, em Bagé. Dentre os veículos transportados havia um Pálio roubado, com placas clonadas, além de outros três veículos, com restrições administrativas – busca e apreensão e licenciamentos vencidos.
Em uma segunda ação, em janeiro de 2018, outro caminhão-guincho foi abordado no mesmo trecho da BR-153, na Rainha da Fronteira. Nessa nova remessa interceptada de carros, outro veículo com placas clonadas foi recuperado, além de dois carros, que estavam com restrições administrativas.
Com o monitoramento do grupo criminoso, foi possível identificar dezenas de veículos transportados para Aceguá. A partir dessas informações, a organização criminosa foi mapeada, identificando como eles faziam a receptação dos automóveis ilegais, bem como o recebimento dos veículos com restrições administrativas; outra parte do grupo era responsável por desmanchar as peças dos carros e vender no comércio informal. Dois membros atuavam no transporte, por meio do serviço de guincho, desde a Região Metropolitana até a fronteira.

Atuação da Draco
O grupo também fazia a venda dos carros por meio de perfis e comunidades no Facebook, com foco especialmente no país vizinho – Uruguai.
O delegado Cristiano Ritta, que coordenou a ação, salientou que essa é uma das principais organizações criminosas que atuam nesse tipo de delito no Estado, movimentando um comércio milionário, que causa grandes prejuízos à economia gaúcha. A Draco estima que mais de 500 carros foram negociados pela organização criminosa nesse período da investigação. Ontem, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em residências e desmanches clandestinos. Além disso, foram apreendidos dezenas de veículos, vários deles desmanchados, além de milhares de peças, como bancos, centrais elétricas, portas, capôs, painéis, entre outros. Em um dos locais, a polícia encontrou uma grande quantidade de munições, oriundas do Uruguai, além de dinheiro (reais e pesos uruguaios). Durante as buscas, cinco pessoas foram presas em flagrante – Sadam Mohamed Izzat Rops, Yussef Izzat Yussef, Marufi Izzat Yussef, Mustafá Ali Mohamed Ali e Rafael Thums Bandeira – pelos crimes de organização criminosa, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Um crime rentável
A reportagem se deslocou até Aceguá e acompanhou a ação. O crescente número de roubos de veículos, seja na capital ou interior, está diretamente ligado à ação dos desmanches ilegais, que se valem das facilidades na revenda de peças usadas e movimentam um comércio altamente rentável. Contudo, o que precisa ficar claro é que quem compra consciente peças de procedência ilegal também pode ser indiciado por receptação.
Esse tipo de comércio ilegal cresce cada vez mais, porque existem consumidores que procuram peças sem se importar com a procedência do item. São indivíduos que querem obter vantagem e buscam produtos a um custo mais baixo. Nesse caso, o motorista também pode ser autuado e indiciado, dependendo da situação.
Em um dos locais, foi identificado um caderno cheio de anotações. Nele, constavam marcas, cores e placas de diversos veículo, especificando, ainda, quais eram roubados e alienados. Os depósitos de peças embaladas e prontas para o comércio chamaram bastante a atenção, pois, com certeza, a quantidade será contada em milhares. Este é mais um tipo de crime que assola a fronteira e municípios vizinhos. Contudo, a Polícia Civil está de olho e atenta para combater mais este delito.

Fonte: Folha do Sul

 


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