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Pergunta lá no estádio do Ypiranga- Sérgio da Silva Almeida

7 de abril de 2022 | Arquivado em Opinião | 20 views

O Grêmio bateu o Ypiranga, do melhor treinador da competição, Luizinho Vieira, por 2 a 1 e tornou-se sábado, na Arena, pentacampeonato Gaúcho. Foi a quarta vez que o clube conquistou o título pela quinta vez consecutiva em sua história. Porém, quem deu show foi o Canarinho Mecânico de Erechim, ao fazer um corredor humano para parabenizar o imortal. Uma atitude nobre e louvável de um time que sabe vencer com ousadia, e perder com elegância.

Saber perder é uma das virtudes dos grandes homens. Fernando Pessoa escreveu: “A pior burrice adotada pelo ser humano é aquela de não saber perder”. O problema é que não fomos ensinados a perder, mas a competir e tentar se superar para ganhar. E não tem nada de errado em ganhar. Porém, é preciso saber perder – sem se perder – e aproveitar os ensinamentos que a derrota nos traz.

Há anos, mesmo sem entender de gente – quem entende de gente é Deus –, eu trabalho com pessoas. E uma das frases que mais escuto é: “Eu perdoo, mas não quero mais vê-lo na minha frente nem pintado de ouro”. É o que chamam hoje em dia de Cultura do Cancelamento. Cancelar uma pessoa é um movimento de boicote usado por muitos, no mundo real e digital. E está tão em moda que o australiano Macquarie Dictionary elegeu Cultura do Cancelamento como a expressão que melhor caracterizou o comportamento do ser humano em 2019.

Mas porque, quando alguém frustra nossas expectativas, cancelar a pessoa virtualmente ou presencialmente se torna o único caminho? Simples: perdão é o aumentativo de perda. Como costumo explicar: “É perdão, não ganhão!”. Para perdoar é preciso perder, ou seja, abrir mão da razão em prol da paz. Por isso, quem não perdoa, sai perdendo e quem perdoa, sai ganhando. Desencucando: quando não perdoamos e achamos que estamos ganhando, na verdade, estamos perdendo. E quando perdoamos e achamos que estamos perdendo, na verdade, estamos ganhando. Em “O caminho de Shanti – O perdão muda tudo”, a supercoach Shirley Brandão explica: “A vida não flui quando retemos as faltas do outro. Quando não perdoamos, fazemos mal a nós mesmos”.

Assim sendo, se quiser aprender a perder com elegância, plagiando o bordão de uma famosa empresa de distribuição de combustíveis, “Pergunta lá no estádio do Ypiranga”.


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