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Perdas fazem parte do jogo da vida – Sérgio da Silva Almeida

30 de janeiro de 2020 | Arquivado em Opinião | 53 views

O Inter bateu o Grêmio nos pênaltis e conquistou sua quinta Copa São Paulo de Futebol Júnior. Enquanto a gurizada colorada comemorava, alguns atletas tricolores não contiveram as lágrimas. O lateral Mateus Nunes desabafou: “Esse choro é porque eu sou gremista, caçula de 15 irmãos, todos gremistas. E hoje deixamos a torcida triste. Isso mexe com a gente”.

Ninguém gosta de perder. Mas acredite: lidar com as perdas foi uma das melhores coisas que o futebol me ensinou. Se perdas fazem parte do jogo e o jogo faz parte da vida, então as perdas fazem parte da vida. Simples assim!

Em minha carreira futebolística, a primeira vez que uma perda mexeu comigo foi em 1981, quando eu tinha 15 anos e jogava no juvenil do Cachoeira FC. Havíamos empatado o primeiro jogo do mata-mata no Joaquim Vidal e precisávamos apenas de outro empate em Uruguaiana para ir ao triangular final do Gauchão com Grêmio e Inter. O estádio era pequeno. O vestiário era minúsculo e tivemos que nos fardar encostados na parede, já que a torcida uruguaianense atirava pedras, e as pedras quebravam as telhas Brasilit e caiam dentro do vestiário. E quando fomos para o campo, as múltiplas vozes gritavam na arquibancada: “Vai morrer! Vai morrer”. Preciso escrever que nossa perna tremeu? Claro, né! Éramos guris e só queríamos jogar futebol. No fim do jogo, nosso goleiro não conseguiu evitar o gol em um chute de fora da área. E mais uma vez se repetiu a cena: o time vencedor fez sua festa e nós deixamos o gramado inconsoláveis. A derrota doeu na alma de todos.

Desde que me conheço por gente, perdas fazem parte da minha vida: perdi empregos, negócios, bens materiais, dinheiro, saúde, tempo… e até já me senti perdido na vida. Houve uma época que eu ficava “sem chão” e passava um tempão lamentando. Porém, de uns tempos para cá, tenho procurado extrair lições de cada perda, pois acredito que se aprendo algo com elas, eu, de fato, não perdi tanto assim. Como o conselho do escritor Elias Torres: “Jamais chore pelo leite derramado. Lamente-se por não tê-lo tomado ou por não ter feito dele um mingau. Temos o direito de nos lamentar por esse leite, mas não podemos deixá-lo azedar em nossa vida”.    


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