Enquete

O Grêmio escapa ou não do rebaixamento?

Ver resultado

Loading ... Loading ...

Previsão do Tempo


Papel e caneta – Sérgio da Silva Almeida

5 de fevereiro de 2021 | Arquivado em Opinião | 28 views

Sérgio da Silva Almeida

Papel e caneta

Contrariando a célebre frase do poeta chileno Pablo Neruda: “Escrever é fácil. Você começa com maiúscula e termina com ponto. No meio, coloca ideias”, o romancista alemão Thomas Mann, afirmou: “O escritor é alguém que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever”. Talvez esse seja um dos motivos pelos quais escritores possuem diversificados hábitos e costumes.

Arthur Miller, autor de “A Morte de um Caixeiro-Viajante”, se levantava cedo, escrevia e, depois, destruía todos seus escritos. Ocasionalmente, algo do que havia escrito, “sobrevivia”. Jonathan Franzen, autor do best-seller “Liberdade”, se fechava em seu escritório, com as luzes apagadas e as persianas abaixadas, e sentava em frente ao computador, com tampões nos ouvidos e com os olhos vendados. Dan Brown, autor de O Código da Vinci, se pendura de cabeça para baixo no seu equipamento de ginástica, para relaxar, concentrar-se e ter melhores ideias para seus textos. Victor Hugo, autor de Os Miseráveis, gostava de escrever em pé, apoiado em uma mesa e na frente de um espelho. Agatha Christie, romancista britânica que se destacou no subgênero policial, entrava numa banheira com água morna, e lá “bolava” suas histórias. Alexandre Dumas, autor de Os Três Mosqueteiros e O Conde de Monte Cristoentregava as suas roupas para um criado, que só tinha permissão de lhe devolvê-las quando concluísse o livro. E o poeta Mauro Ulrich, autor de “Cellophane Flowers”, gosta de escrever nos dias em que o vento Minuano derruba a temperatura: “O calor me deprime, e deprimido as ideias não fluem. Baixas temperaturas me inspiram”.

Eu, além de reler e reescrever o texto um “zilhão” de vezes – e pedir para alguém lê-lo antes de enviá-lo –, não consigo ficar sentado o tempo todo. E fico pra lá e pra cá, num “senta, levanta, senta, levanta” até finalizá-lo. Dar uma volta, mesmo que seja dentro do ambiente onde estou escrevendo, pode criar um momento “Eureka!” (Achei!). Plagiando famoso filósofo: “Não escrevo apenas com as mãos: os pés também querem participar”.

Contudo, há um hábito comum entre os escritores: eles nunca param de escrever. Se um escritor perder tudo, os primeiros itens que ele vai querer ter de volta são papel e caneta. 


Mapa do Site

Fale Conosco

Fale conosco

    Nome (obrigatório)

    E-mail (obrigatório)

    Mensagem