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Os bastidores da Feira do Livro – Sérgio Almeida

8 de novembro de 2018 | Arquivado em Opinião | 92 views

Sérgio Almeida

Os bastidores da Feira do Livro

A repórter do principal jornal de Cachoeira do Sul (RS), escreveu: “O primeiro a chegar e o último a sair da Feira do Livro é o patrono Sérgio Almeida”. Verdade! Eu curti cada segundo do evento. Conheci pessoas, conversei com leitores e revi amigos. Além de cinco obras, expus alguns livretos que escrevi em uma máquina de datilografia na infância e que não tive coragem de publicar. Eu contei às crianças a história dos livretos. Foi bacana atraí-las para o universo da literatura. Quiçá eu tenha ajudado na formação de novos leitores.

Em meu discurso de abertura, pedi aplausos à leitora que mais compartilha meus artigos no Facebook, a que mais comenta meus textos via WhatsApp, e a mais idosa, de 82 anos de idade (durante a feira, uma senhora de 86 anos reivindicou o posto).

Estive em escolas, onde li “O homem que plantou árvores” (à venda na Revistaria Nascente) para os alunos. Fui ao presídio levar uma palavra de esperança às detentas que participaram das atividades do Outubro Rosa. Visitei meu ex-colégio e fui carinhosamente recebido pela diretora e funcionários. E fiz uma visita surpresa à minha professora da quarta série, Arlanda Streck, no momento em que cortou o bolo em seu aniversário de 92 anos.

A atendente de uma livraria que marcou presença na feira com seu estande repleto de literatura para todos os gostos, me contou que uma senhora se aproximou do estande e, com cara de brava, disse: “Ainda bem que o Sérgio não está aqui, senão eu iria armar o maior ‘barraco'”. A atendente perguntou o motivo e recebeu como resposta: “Porque ele chamou o Guidugli de esquisito. Nem nascendo três vezes, Sérgio chegará aos pés do professor”. E finalizou: “Se eu tivesse dinheiro, compraria todos os livros do Esquisito da Praça da Caixa d’Água e queimaria” (o livro infantil educativo é em homenagem ao professor aposentado Guidugli, conhecido na cidade por passar boa parte do dia sentado no banco da praça contando histórias para as pessoas).

Uma senhora me abraçou e disse: “Há anos leio, recorto e coleciono seus textos”. Agradeci. Ela me deu um “puxão de orelha”: “Um dia parei de ler, pois você começou a escrever sobre política”. Pedi desculpas e expliquei que foi um momento de bobeira, que não irá se repetir. Ela sorriu: “Mas quando você voltou a ser você mesmo, eu voltei a lê-lo e a colecionar seus textos”. E me deu um beijo carinhoso!


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