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O sacrifício evita o sofrimento. Sérgio da Silva Almeida

27 de março de 2020 | Arquivado em Opinião | 76 views

Sérgio da Silva Almeida

Numa manhã, ao acordar, me deparei com um outdoor colocado durante a noite no outro lado da rua: “Fique em casa”. E lembrei de um post que estava pipocando no Facebook: “Pela primeira vez na história você pode salvar a humanidade deitado em casa sem fazer nada”. Uma internauta levou tão a sério a recomendação que compartilhou um aviso em sua rede social: “Gostaria de informar aos meus amigos e parentes que os amo muito e por esse motivo não visitarei ninguém e não gostaria de receber visitas”. E outro meteu pavor: “Fique em casa ou em breve você ou alguém de sua família não voltará para casa”.

Porém, depois do pronunciamento do presidente Bolsonaro defendendo que os que fazem parte do grupo de risco continuem de quarentena, e os demais voltem ao trabalho para que a economia retorne ao seu ritmo, os empregos sejam preservados e a epidemia naturalmente entre em grau de achatamento, os empresários e, principalmente os trabalhadores que sabem bem o que é o mês durar mais que o salário, começaram a se dar conta de que o estrago do coronavírus na economia poderá ser maior do que na saúde pública. E as publicações mudaram de tom. Um internauta postou: “Prefiro morrer na rua levando o sustento para minha família, do que morrer com eles num sofá, sentando e com fome”. E outro: “Quando se tem filhos, a gente não teme pela nossa vida, mas, sim, pela vida deles”.

Se levarmos em conta os dados das entidades científicas e médicas que mostram que até os 39 anos a taxa de letalidade do coronavírus é de apenas 0,2%, o presidente está certo. O isolamento social deve ser mantido para aqueles que fazem parte do grupo de risco. Como escreveu o autor do Salmo 91: “Nenhum mal o atingirá, nenhuma praga se aproximará de sua casa”. E não é só sobre não pegar. É também sobre não passar. Entenda que sacrifício é diferente de sofrimento. Apesar de ambos causarem dor, sacrifício é renunciar alguma coisa em benefício de outra e sofrimento é qualquer experiência aversiva que causa aflição de espírito. Quem não se sacrificar agora, corre o risco de passar o resto da vida sofrendo. E a orientação é clara: Quem pode, volte ao trabalho para o país não parar. Quem não pode, fique em casa para não colocar a sua saúde e a dos outros em risco. E que Deus tenha misericórdia de nós!!!


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