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O Rio Grande sentirá saudades do gaúcho “raiz”?

6 de fevereiro de 2019 | Arquivado em Opinião | 98 views

Sérgio Almeida

 

Mas que barbaridade, tchê! A Federação Gaúcha de Laço anunciou shows sertanejos para o Rodeio de Porto Alegre com a alegação de que os eventos com músicos gaúchos dão prejuízo. O cantor nativista Luiz Marenco, que tomou posse na Assembleia Legislativa para seu primeiro mandato como deputado devidamente pilchado, “botou os cachorros”: “É uma palhaçada. Sertanejos universitários desprovidos de raiz. Nós temos cantores maravilhosos que têm identidade e canto puro regional”.

Estaria o gaúcho e seus costumes ameaçados de extinção? Anos atrás, assisti ao show de humor com o Guri de Uruguaiana. “Loco de bueno!”. Dei muitas gargalhadas. Porém, o tradicionalista Paixão Côrtes, que se transformou no símbolo do gauchismo e inspirou a Estátua do Laçador, certamente se reviraria em seu túmulo se visse o ajudante de galpão Licurgo, o “gaúcho emo”, que usa bombacha, tênis All Star e correntes no pescoço.

A gente ri, mas sai do espetáculo “de orelha em pé”: estaria o gaúcho “raiz” dando lugar ao gaúcho “nutella”? Enquanto o primeiro come churrasco de costela gorda, tem um cusco, monta em cavalo “aporreado” e participa das provas campeiras, como o tiro de laço, o segundo come sushi, tem um pet, monta um touro mecânico e laça uma cabeça de boi num cavalete.

E essa agora: como se não bastasse as cuias de madeira, plástico, vidro e louça, um argentino inventou o “mate elétrico”. Tchê, tá loco! Trata-se de uma cuia com conexão USB que, ligada à energia elétrica, aquece a água. A invenção, que pode ser iluminada com LED (“oigaletê porquera!”), promete acabar com o chimarrão “lavado”. “Reinventamos o mate”, alardeiam “los hermanos”.

O tradicionalismo gaúcho possui regras que precisam ser preservadas para que não perca a identidade. E, devido ao avanço tecnológico e o modernismo, o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG-RS) vem trabalhando “a laço de espora” para manter viva as tradições gaudérias para as próximas gerações. Um baita desafio, pois do jeito que a coisa vai, em breve o Rio Grande poderá sentir saudades do gaúcho “raiz”.

 

 


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