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O que fazer diante do inesperado? – Sérgio da Silva Almeida

28 de agosto de 2020 | Arquivado em Opinião | 45 views

Sérgio da Silva Almeida

O vídeo que mostra um papagaio pousando no ombro da repórter Lena Caetano durante filmagem para o Telejornal NT Sul, da TV Cachoeira – Novo Tempo, está fazendo muita gente rir nas redes sociais. O fato aconteceu no Zoológico Municipal da cidade. Lena, posicionada estrategicamente ao lado de um tucano, diz: “Você se deu conta de que carrega simbolicamente no bolso – ou na bolsa – um minizoológico? Pois é, isso acontece desde 1994…”.


Nesse momento, a ave inesperadamente passa voando pela frente da câmara e aterrissa no ombro da repórter que, rindo, segue com a gravação: “… quando foi instituído aqui no Brasil, o real como moeda oficial dos brasileiros”. Após terminar sua fala, Lena coloca o microfone no bico do papagaio e cai na gargalhada.

Além de engraçado, o que chama a atenção no vídeo é que a repórter se saiu muito bem diante de uma situação inesperada. E saber lidar com imprevistos sem deixar de ser produtivo no trabalho é uma das principais características de um bom profissional.

É fácil saber manter o controle diante de acontecimentos inesperados? Não, não é! Outro dia eu estava retornando com um amigo de uma palestra que ministrei em São Miguel do Oeste (SC), quando uma equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) do 2º Batalhão da PMRv, que realizava patrulhamento na SC 480, nos ordenou que parássemos. Enquanto meu amigo saía do carro, sob a mira de armas, o policial notou eu abrindo o porta-luvas (eu sei, foi um momento de bobeira), e ordenou com voz alterada: “Saia do veículo”. Eu perguntei: “Procuram drogas?” Após o policial responder que sim, questionei: “E o que os levaram a nos abordar?” Ele respondeu: “A placa do carro!” Fiz cara de que não entendi: “O que tem a placa?” O homem, mantendo a arma apontada em minha direção, tinha a resposta na ponta da língua: “É de Itajaí!” E alertou: “Devido ao porto, traficantes roubam carros no litoral e vem vender drogas aqui no oeste”.


Após revistarem o veículo, os policiais abaixaram as armas, e eu os parabenizei pelo trabalho: “Vocês são a segurança das pessoas de bem que estão nessa rodovia”. E, alguns quilômetros depois, ainda com as pernas bambas, comentei com meu amigo: “Não podemos controlar o que acontece conosco, porém podemos controlar nossa reação diante do inesperado”.


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