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O pra sempre, sempre acaba! – Sérgio da Silva Almeida

24 de julho de 2020 | Arquivado em Opinião | 43 views

Sérgio da Silva Almeida

Um jornal gaúcho do qual sou articulista perguntou em sua enquete on-line: “O que você levará de lição após o fim da pandemia?”. Entre os participantes, 23,81% responderam “que ser solidário deve ser para a vida toda”, 22,22% “valorizar mais os encontros familiares”, 11,11% “a importância de estar próximo dos amigos” e 7,94% “que o futebol pode ser deixado de lado”.

Fazer o bem precisa virar hábito. Outro dia levei marmita para o jovem que vendia abacaxi no semáforo e, papo vai papo vem, ele me disse que “abacaxi dá mais que droga!”. Eu dei um sorriso amarelo. Ele explicou: “Eu tento mostrar a quem vende droga que, com o abacaxi, além de ser um negócio legal, se ganha mais dinheiro”. Eu finalizei com bom humor: “Parabéns, cara, vender drogas é correr o risco de um dia ter que descascar um baita ‘abacaxi’”.

Trocar visitas por chamadas de vídeo no celular virou um ato de amor, mas não ameniza a saudade da família. Quando foi perguntado a Madre Teresa o que fazer para promover a paz mundial, ela aconselhou: “Vá para casa e ame sua família”.

Dia 20 foi o Dia do Amigo. Entre as mensagens, uma engraçada me reportou à infância: “Amigo é aquele que te sacaneia, te bate, te xinga, mas não deixa que os outros façam a mesma coisa com você”.

Dia 19 foi o Dia do Futebol – sem futebol. No grupo dos ex-jogadores do São José no WhatsApp os comentários foram em clima de saudosismo. Nós, atletas de fim de semana, estamos quase pirando sem as emoções dos campeonatos amadores. Numa madrugada eu cheguei a dar um chute em minha esposa enquanto dormia. E gritei gol!

Todavia, o que chamou a atenção na pesquisa foi o alto número dos que “acham que a pandemia não terminará mais”: 34,82%. Barbaridade! É certo que o vírus fará nascer um novo normal. Porém, é preciso trazer à memória o que pode dar esperança. A peste negra, a gripe espanhola, a H1N1 (que não parou a economia como agora), e tantas outras não duraram para sempre. Por que com o coronavírus será diferente? Uma hora ou outra a pandemia acabará – e deixará lições.

Portanto, além dos cuidados necessários, vale lembrar a letra de “Por enquanto”, da Legião Urbana: “Se lembra quando a gente, chegou um dia a acreditar. Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre, sempre acaba”.


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