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O abismo entre a base e o profissional – Sérgio Almeida

14 de fevereiro de 2019 | Arquivado em Opinião | 39 views

Sérgio Almeida

O abismo entre a base e o profissional

O incêndio que atingiu o alojamento das categorias de base do Flamengo, no CT Ninho do Urubu, causou consternação pelo mundo e transformou o sonho de 10 garotos bons de bola em pesadelo. Arthur Vinicius, que completaria 15 anos no dia seguinte à tragédia, foi enterrado ao som de “Parabéns pra você”. Pablo Henrique, de 14 anos, havia publicado no Instagram: “Minha alma? A chuteira. Meu lugar? Os gramados. Minha amiga? A bola. Meu desejo? Chegar ao topo. Meu verbo? Ganhar. Meu sonho? Seleção. Meu vício? Futebol. Minha motivação? Deus.”

Há algumas décadas era normal os pais não “embarcarem” na ideia do filho jogar futebol. “É para quem não quer estudar”, diziam. De uns tempos pra cá, o esporte mais popular do planeta se tornou uma oportunidade de ascensão social e saída da pobreza, o que leva a família a fazer de tudo para que o menino se torne um atleta profissional.

Também pudera, durante a última Copa as celebridades da Seleção recebiam juntas mais de R$ 40 milhões por mês (só Neymar ganhava R$ 12 milhões). Então, se tem um moleque em casa que sabe fazer embaixadinhas, por que não correr atrás? Nem que para isso seja preciso pagar um alto preço: o distanciamento da convivência familiar. O que não dá para esquecer é que a clássica pergunta “o que você quer ser quando crescer?” na maioria das vezes se transforma em “o que você deixou de ser quando cresceu?”. Sonho muitos têm, mas poucos são os que conseguem ser contratados para jogar em um time de elite.

Eu sei bem como é viver em alojamento de time pequeno. Guerra de travesseiros, ataque de mosquitos, comida requentada, a resenha dos “parças”… Mas ao ver um clube grande como o Flamengo, que acaba de pagar mais de R$ 60 milhões para contratar Arrascaeta (a maior negociação da história do futebol brasileiro), usar contêineres irregulares como dormitórios para meninos que talvez tivessem o futebol como a única (e acabou sendo a última) chance de terem – de darem aos familiares – uma vida melhor, um misto de choro e indignação toma conta de mim. Não dá para engolir! Como bem alertou um internauta em sua página no Facebook: “Existe um abismo entre o conforto que se oferece aos atletas profissionais e o pouco caso com a base”.

Livre de vírus. www.avast.com.

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