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Não se conhece mais a letra das pessoas- Sérgio da Silva Almeida

13 de novembro de 2019 | Arquivado em Opinião | 46 views

Terça-feira foi o Dia do Diretor de Escola. Quinta comemorou-se o Dia Nacional da Alfabetização. A primeira data celebra a figura do responsável por manter a instituição de ensino funcionando nos trinques. A segunda chama a atenção à implantação de melhores condições de ensino nas escolas, e é importante para a discussão de um problema crônico nacional: o analfabetismo.

Meu início de escolarização se deu na extinta Escola Alcides Maya, no interior do município de Caçapava do Sul. Minha primeira professora chamava-se Gasparina de Freitas Lacerda. Professora Nilsa, como era conhecida, acumulava as funções de diretora com a de professora da turma multisseriada – ela era responsável por ministrar aulas para quatro séries do ensino fundamental em uma única sala. Foi ela que deu o pontapé inicial no meu processo de alfabetização. E para acabar com meus garranchos, não inventou nenhum método extraordinário. Apenas fez uso de um item que está sumindo da lista de materiais escolares: o caderno de caligrafia. Eu repetia incansavelmente as letras do alfabeto nas folhas pautadas, não como forma de castigo, mas para aprimorar a escrita. Exercício há tempos considerado mecânico e que tem sido abandonado pelas escolas. Hoje, em algumas delas, o caderno de caligrafia é adotado apenas para ajudar alunos que têm dificuldades com o traçado das letras.

Especialistas afirmam que o ensino da escrita cursiva deverá ser definitivamente banido nos próximos anos. As novas gerações não precisarão mais escrever à mão (praticamente já não escrevem). Toda a comunicação acontecerá por meio de notebooks, tablets e smartphones (praticamente já acontece) ainda que estudos revelem que crianças escrevem mais palavras, de forma mais rápida e expressam melhor as ideias quando escrevem a mão do que quando escrevem no teclado.

Entretanto, o que mais me chama atenção é que, quando lápis e caderno se tornarem coisas do passado, uma coisa eu e você não vamos conhecer mais: a letra das pessoas (bem… praticamente já não se conhece mesmo).


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