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Não “largue o pé” do seu filho – Sérgio Almeida

10 de outubro de 2018 | Arquivado em Opinião | 145 views

Sérgio Almeida

Não “largue o pé” do seu filho

“Não se preocupe comigo. Sei me virar sozinho!”. Uma frase que todo filho já falou para seus pais. Porém, diante da enxurrada de perigos que rondam os jovens, me ponho a pensar se adianta pedir aos pais que não se preocupem com seus filhos quando eles saem, principalmente à noite, para lugares onde o pai e a mãe não são bem-vindos.

Outro dia, um amigo, ao ver minha preocupação com o José, de 12 anos, comentou: “Você fica no pé do seu filho o tempo todo!”. Justifiquei que meu filho é como um “cãozinho de apartamento” que não sabe andar sozinho na rua. E contei-lhe algo que aconteceu comigo, quando tinha a idade dele: eu desci correndo do ônibus e fui atropelado por um Opala enquanto atravessava a rua pela frente do coletivo (momento de bobeira). Fui arremessado a metros de distância e caí em frente ao Fusca da Brigada Militar. Os policiais me colocaram na viatura – eu comecei a chorar achando que estava sendo preso – e me levaram para o hospital. Depois de eu receber os curativos, o motorista do Opala me deu uma carona até em casa. E explicou o acontecido à minha mãe, que agradeceu com um sorriso amarelo. Achei estranho sua aparente tranquilidade. Porém, depois que ele foi embora, ela caiu no choro: “Você está bem filho? Podia ter morrido!”. E se sentou no sofá da sala e me abraçou como se eu fosse um bebê.

Além dos desafios que são próprios da idade, há muitos outros perigos que moram do outro lado do muro de casa: bebidas alcoólicas, contato com desconhecidos, erotização precoce, violência nas escolas, assaltos, tráfico de drogas… Um exemplo é a história que a amiga virtual Mari Duarte compartilhou em sua página no Facebook. “Uma mulher me abordou na rua: ‘Moça, o meu filho está no ponto de ônibus vendendo salgados…’ – eu ia falar que estava sem moedas, mas ela se antecipou: ‘Eu vou te dar um dinheiro, e você compra um salgado, por favor? Ele ficou quatro anos na prisão, e hoje é o primeiro dia que saiu para tentar outra vida’. Fiquei meio em estado de choque, mas peguei o dinheiro. Fui até o ponto, pedi dois salgados. O rapaz ficou todo animado. E eu procurei a mãe com o olhar, mas não a encontrei, já que ela estava escondida para que ele não a visse. E deixei o local com a certeza de que, devido à insegurança nas ruas, os pais não devem ‘largar o pé’ dos seus filhos tão cedo”.


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