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Nada substitui o professor – Sérgio da Silva Almeida

14 de outubro de 2020 | Arquivado em Opinião | 36 views

Sérgio da Silva Almeida

Para o ex-ministro da Educação e Ciência de Portugal, Nuno Crato, a grande lição da pandemia é que nada substitui o ensino presencial. “As novas tecnologias são auxiliares extraordinários, mas o contato com o professor é insubstituível”, afirmou.

Para saber se é verdade, basta assistir ao vídeo nas redes sociais da professora em lágrimas assistindo ao depoimento do aluno que diz sentir falta dela. “Sem você professora eu não consigo aprender bem. A mãe não é igual a você. Você tem as manias de ‘prô’. Mas a minha mãe não tem, ela trabalha no restaurante. Ela só tem a mania de fazer comida”, disse o menino, com a voz embargada.

Os professores também sentem falta da rotina da sala de aula. E como para eles não há nada mais triste que ver a escola vazia, em Cachoeira, a Escola Getúlio Vargas promoveu um drive-thru, onde os docentes ficaram em frente à escola com balões e cartazes vibrando com os pais que passavam de carro com seus filhos. E em Farroupilha, a Escola Nossa Senhora Medianeira promoveu carreata com buzinaço e balões em homenagem aos alunos. Uma menina assistiu emocionada em frente sua casa portando cartaz com a frase: “Profe, eu te amo de montão”.

Durante a infância existem dois principais influenciadores da criança: os pais, e, logo depois, os professores. Como mostra a história do ex-aluno que contou ao professor ter sido ele o fator que mais influenciou na sua educação. E explicou: “Eu peguei um relógio da mochila de um colega e o senhor disse à turma: ‘Quem quer que tenha pegado o relógio, por favor devolva-o’. Envergonhado, eu não devolvi. Então o senhor ordenou: ‘Fiquem de olhos fechados que vou revisar o bolso de todos’. Naquele momento, eu pensei que seria o dia mais constrangedor da minha vida. E o senhor foi de bolso em bolso, e logo chegou no meu bolso, achou o relógio, recuperou, e continuou revirando os demais bolsos. E disse: ‘Podem abrir os olhos’. E então entregou o relógio ao dono e nunca mais mencionou o episódio. Naquele dia, o senhor salvou minha dignidade”. O mestre, olhando para ele, o amou, e revelou: ‘Eu jamais soube quem pegou o relógio, filho”. Espantado, o jovem quis saber: “Ué, como assim?”. O senhor de cabelos brancos o abraçou, e respondeu: “Eu também estava com os olhos fechados”.


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