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Mulher trans é morta com uma facada em Santa Maria

12 de dezembro de 2019 | Arquivado em Geral | 967 views

Uma mulher trans foi morta com uma facada, na madrugada desta quinta-feira (12), em Santa Maria, na Região Central do estado. O crime aconteceu por volta das 3h. Em setembro, outras duas trans foram assassinadas na cidade.

De acordo com a polícia, Verônica de Oliveira, de 40 anos, foi abordada na rua por um homem, em um carro, enquanto estava no cruzamento das avenidas Borges de Medeiros com a Presidente Vargas. Eles teriam tido uma divergência em relação ao valor de um programa.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Gabriel Zanella, o suspeito do crime ainda não foi identificado. Inicialmente a polícia informou que a facada teria sido desferida no peito da vítima. Mais tarde, o delegado disse que havia sido no abdome.

“A vítima, líder do grupo, foi chamada pelo indivíduo, o qual desejava a realização de programa sexual com alguma integrante do grupo. Ela e as demais não concordaram com o valor ofertado. Iniciou-se uma discussão com xingamentos mútuos, envolvendo, sobretudo, o suspeito e a vítima. Em um dado momento, o homem foi até o interior do automóvel, sentou no banco do motorista e tentou esconder uma arma branca (faca ou estoque). Nesta ocasião, mudou repentinamente de comportamento, tendo parado de proferir xingamentos. Quando iniciou a saída do local com o automóvel, desferiu um golpe de arma branca no abdome da vítima, que estava parada na rua”, explicou.

Ela chegou a ser levada para o Hospital Universitário de Santa Maria, passou por cirurgia, mas morreu por volta das 6h30.

Testemunhas estão sendo ouvidas pelos investigadores. Gabi Monteiro, amiga de Verônica, estava junto com ela durante o crime.

“A ‘Mãe Loira’ sempre nos ensinou o que era certo, de fazer as coisas certas. Não me sinto segura, depois de hoje, não mais”, disse.

Verônica era considerada uma liderança da comunidade LGBTQI+ na cidade e no estado. Foi madrinha da Parada da Diversidade de Santa Maria, no dia 1º de dezembro. Ela era a proprietária de um alojamento que abrigava dez transsexuais no município.

Fonte:G1


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