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Malabaristas financeiros – Sérgio Almeida

20 de dezembro de 2018 | Arquivado em Opinião | 24 views

Sérgio Almeida

Malabaristas financeiros

Já me acostumei. Eu paro no sinal vermelho e lá está o “Charles Chaplin” fazendo malabarismo com duas bolas e uma bengala que são lançadas ao ar. Quando o “show” termina, o cover do humorista britânico se aproxima do carro e eu abro o vidro e lhe entrego a moeda, acompanhada da frase: “Minha mulher é sua fã!”. Ele sorri e agradece. E eu me despeço na maior zoação: “Hoje a calça não caiu?!”. Ele deixa escapar uma gargalha e se dirige ao carro de trás feliz da vida.

Diferentemente das pessoas que ficam mendigando, aqui no Vale do Itajaí os artistas de rua transformam a via pública em picadeiro e pedem uma colaboração espontânea aos motoristas que aguardam a abertura do semáforo. Parte dos saltimbancos “manda muito bem” ao manusear com habilidade as claves (aqueles pinos que parecem de boliche), que são lançadas ao ar. Alguns se apresentam por amor à arte, outros por necessidade. E eu, na contramão das prefeituras que proíbem os artistas de rua de se apresentarem no sinal com a alegação de que “sinaleira não é lugar de entretenimento, mas de atenção”, aplaudo esses indivíduos que ganham a vida levando uma dose de entretenimento aos motoristas nos poucos minutos em que o sinal vermelho está fechado.

Dizem que o malabarismo surgiu na ilha de Malabar, na Índia, há milhares de anos. Lá os jovens precisavam exibir suas habilidades com os malabares num ritual que celebrava a entrada na maioridade. Mas quem nunca fez, em algum momento da vida, “malabarismo” para pagar as contas ou tentar “sair do vermelho”?

Na enquete online de um outro jornal que sou articulista “Como você terminará o ano nas finanças?”, 46,43% dos internautas teclaram na opção “devendo”. Em outra pesquisa, “Você tem muitas contas para pagar?”, 46% optaram por “algumas, mas sob controle” e 14% por “muitas, e já perdi o controle”.

Como se pode ver, tem gente pra chuchu fazendo “malabarismo” para conseguir arcar com os custos de vida do dia a dia. E pior, parte deles passou 2018 no vermelho e ainda vai ter de empurrar as contas com a barriga para o ano novo. Para quem está nessa situação, eis três boas dicas para “sair do atoleiro”: cortar mimos e gastos desnecessários, não fazer novas dívidas e conseguir uma renda extra. Atitudes que podem fazer a diferença na vida de quem quer deixar de ser um malabarista financeiro em 2019.


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