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Livro vai contar a história do Teatro Serelepe e Teatro Itinerante

15 de fevereiro de 2019 | Arquivado em Educação e Cultura | 218 views

 

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Vem aí o livro Entre lágrimas e risos: as representações do melodrama no teatro itinerante. A tese de doutorado da professora Elaine dos Santos, apresentada no Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Santa Maria, finalmente, foi transformada em livro e está sendo publicada pela Editora Dialogar Freiriano, de Veranópolis.

O estudo da professora enfoca o teatro de modo geral desde o antigo Egito; passando pela Grécia clássica e a contribuição do teatrólogo Téspis, que representava as suas peças em cima de um carroça; inclui o teatro barroco, a “Commedia Dell Arte”, o teatro de Shakespeare e detém-se no nascimento do circo de cavalinhos na Inglaterra, assim como na criação do palhaço.

No Brasil, a autora aborda desde as primeiras representações teatrais trazidas pelos ciganos, a contribuição dos padres jesuítas, o surgimento dos circo-teatros, com a inserção de apresentações dramáticas para dar ênfase a Nhô Bastião e sua irmã, Nh’ana, que, em 1929, deram origem à família que, mais tarde, comporia o Teatro Serelepe, que surgiu, oficialmente, em 1962, na cidade de Cruz Alta, tendo à frente o palhaço Serelepe, José Maria de Almeida.

As viagens eram feitas de caminhão, junto com o circo e seus cenários, ficando apenas a função de alguém ir na frente para a próxima cidade, organizar a chegada e conseguir os alvarás necessários para a montagem do circo (…).

Em muitas cidades eram recebidos por banda de música e autoridades locais, mas na maioria dos casos eram recebidos com certo receio pela população, principalmente em cidades onde a praça era nova. Esta desconfiança se dá principalmente pela condição de nômades destes artistas, confundindo-se, em muitos casos, com os ciganos que também andavam pelas cidades do interior, por não possuírem endereço fixo e sempre estarem em movimento alargando suas fronteiras. (ANDRADE JR., 2000, p.14)

Recuperando a história do Teatro Serelepe – composto basicamente pela família Almeida, agrega-se a história da família Benvenuto:

Artistas que vieram fazer parte da companhia, sendo eles: Luiz Benvenuto, ator, diretor e ensaiador de teatro; sua esposa Alice de carvalho e seus filhos Luiz Carlos Benvenuto, Léa Benvenuto, Rafael Benvenuto e nascendo a filha caçula em 1955 em Paranaguá Ana Maria Benvenuto, hoje integrante da companhia de teatro do Bebé.

O encontro entre estas duas famílias resultou na união matrimonial entre os filhos José Maria de Almeida e Léa Benvenuto de Almeida que casaram em Pelotas/RS no ano de 1959, desta união surgiram seis filhos. Em 1972 na cidade de Faxinal do Soturno/RS, José Ricardo de Almeida e Ana Benvenuto de Almeida casaram-se e desta união nasceram nove filhos que hoje fazem parte do elenco do teatro do Bebé (…).

Desfilam, assim, nas páginas do livro, Lea, Ítalo, Francisco, Zezé, Ben-hur, Marcelo Serelepe, ensejando espaço para a pesquisadora analisar dez melodramas ou adaptações de filmes e romances que o teatro encenava nos anos 1960, 1970, 1980, quando perdeu espaço para as telenovelas: Ferro em brasa; O carrasco da escravidão; Deixem-me viver; Sublime perdão; O seu último Natal; Os dois sargentos; O céu uniu dois corações; Maconha, o veneno verde; Honrarás nossa mãe e A canção de Bernadete.

 

 


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