Enquete

Qual seu interesse e posição pelas eleições Municipais do ano que vem?

Ver resultado

Loading ... Loading ...

Previsão do Tempo


Homem ao volante, perigo dobrado – Sérgio Almeida

15 de agosto de 2018 | Arquivado em Opinião | 305 views

Sérgio Almeida

Pesquisas mostram que a cada três candidatos que debutam na prova prática do Detran, apenas um é aprovado. Segundo os dados, as mulheres reprovam mais que os homens no exame de direção. Provavelmente esse seja um dos motivos pelo quais você já ouviu a frase: “Tinha que ser mulher!”. Ou o ditado: “Mulher no volante, perigo constante”.

Eu tirei minha carteira de motorista em 1985, em Caçapava do Sul. Na prova teórica errei apenas uma questão: a placa de regulamentação “Dê a preferência”. Num momento de ‘bocabertice’, respondi “alfândega”. Já a prova de direção fiz com o Volkswagen Brasília do meu tio Joaquim Almeida e, mesmo nervoso, fui aprovado de cara. Naquela época não era preciso aulas de autoescola, nem colocar o cinto de segurança, mas da temida baliza ninguém escapava.

Cada vez que vejo alguém se referir ao alto índice de acidentes nas estradas, eu rebato que “os quase acidentes” são muito maiores. No meu ponto de vista o número de acidentes nas rodovias é baixo em comparação com o excesso de imprudência dos motoristas que colocam em risco a vida deles e de terceiros. Em minhas viagens pela região Sul afora eu vejo coisas que deixam qualquer um de cabelo em pé: motoristas apressados ultrapassando em faixa contínua e em curvas e pontes, e usando o acostamento para ultrapassagens, e caminhões jogando carros para o acostamento. Outro dia, na BR 290, me deparei com um Fusca que vinha de encontro ao meu carro pela contramão. Apertei fundo na buzina e dei sinal de luz para o ‘cara’ me enxergar. E foi por um triz que não aconteceu a colisão.

O que chama a atenção é que os “quase acidentes” (aqueles que estiveram muito próximos de acontecer, mas não aconteceram) presentes na vida de todos os motoristas, na grande maioria das vezes estão diretamente relacionados com homens, não com mulheres. Nós somos mais imprudentes. Elas são mais cautelosas e respeitam mais as leis de trânsito. Sendo assim, mesmo que torçamos o nariz, precisamos dar a mão à palmatória e reconhecer que se mulher dirigindo é perigo constante, homem ao volante é perigo dobrado.


Mapa do Site

Fale Conosco

Fale conosco

Nome (obrigatório)

E-mail (obrigatório)

Mensagem