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Hiperativo ou “tem bicho-carpinteiro”? – Sérgio Almeida

21 de novembro de 2018 | Arquivado em Opinião | 66 views

Sérgio Almeida

Hiperativo ou “tem bicho-carpinteiro”?

Ao chegar à casa de um casal de amigos que reside na praia de Bella Torres, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, meu amigo pediu para que eu não descesse do carro antes de ele prender o cachorro na corrente. Como o animal não me pareceu ser bravo, perguntei: “Ele morde?”. Meu amigo respondeu: “Não, mas é hiperativo!”. Achei engraçado ele dizer que o cachorro é hiperativo. Normalmente o dono do animal alerta para o fato de que ele pula nas pessoas. Tirei uma foto do cão e a enviei via WhatsApp para minha esposa Marta com a frase: “Meu amigo teve que prender o cachorro na corrente porque ele é hiperativo”. Ela mandou mensagem na maior zoação: “Então diz pra ele prender você também!”.

Desde criança sou do tipo inquieto, que parece “ligado no 220W”. Minha mãe costumava dizer que eu tinha “bicho-carpinteiro”. Não entendi essa expressão, até ler em algum lugar que “ter ou estar com bicho-carpinteiro” significa “ter ou estar com bicho no corpo inteiro”. Calma, não é caso para exorcismo. Bicho-carpinteiro é o mesmo que rola-bosta – besouro que em seu estágio larvar, corrói troncos e cascas de árvores. Quando se diz que uma pessoa tem bicho-carpinteiro é como se ela estivesse sendo roída por dentro por esse inseto – o que certamente a deixaria agitada. Ainda assim, mesmo que eu seja alguém que fala bastante, que fica balançando as pernas quando está sentado ou que não consegue parar quieto por muito tempo, não acho que sou hiperativo. Apenas ansioso, dinâmico, louco por viver.

Tempos atrás, estava conversando animadamente com meus filhos quando contei a eles que antigamente as crianças costumavam andar a cavalo pelos campos, e, quando sentiam vontade de ir ao banheiro, o jeito era usar o mato e, sem papel higiênico, se limpar com folhas. E que certa vez, um amigo me contou que catou um monte de folhas, sem notar que havia urtigas. Eles riram e o mais velho “tirou sarro”: “Agora sei porque meu pai ‘tem bicho-carpinteiro’, deve ter se limpado com urtiga na infância!”.


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