Governo dará descontos nas contas de luz para quem economizarem energia elétrica

26 de agosto de 2021 | Arquivado em Geral | 128 views

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o programa de redução voluntária voltado para consumidores residenciais vai ser colocado em prática a partir de 1º de setembro. O governo vai dar descontos nas contas de luz de consumidores residenciais que economizarem energia elétrica. A expectativa, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), é divulgar as regras da medida no início da semana que vem. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

De acordo com uma nota emitida pela Pasta, o programa está sendo estruturado e vai contar com a definição de uma meta mínima de redução para a concessão do bônus. A ideia do programa é premiar consumidores que se esforçarem em reduzir a carga e, assim, “contribuir para o aumento da segurança, da confiabilidade e do custo de geração”, disse o secretário de Energia Elétrica do ministério, Christiano Vieira.

Apesar do incentivo financeiro para economia de energia, as medidas adotadas para evitar racionamento e apagões vão custar caro para o consumidor.

Conforme mostrou o Estadão, cálculos internos apontaram a necessidade de que a bandeira vermelha nível 2, hoje em R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora de consumo (kWh), seja elevada para algo entre R$ 15 e R$ 20. Há ainda um cenário-limite de até R$ 25, mas é improvável que ele seja adotado. A bandeira para setembro vai ser anunciada na sexta-feira. Desde junho, vigora a bandeira vermelha 2, a mais cara do sistema.

O governo ainda decretou a redução compulsória do consumo de eletricidade na administração pública federal. Órgãos e entidades deverão reduzir entre 10% a 20% o consumo de eletricidade de 1º de setembro a abril de 2022. Os órgãos deverão apresentar justificativas em casos em que não conseguirem atingir a meta de redução.

A bonificação para consumidores residenciais é parte de uma série de ações que o governo busca para tentar evitar apagões em horários de pico, quando há mais demanda por energia.

O ministro Bento Albuquerque afirmou que as perspectivas de chuvas até o fim do período seco, em meados de setembro e outubro, “não são boas no momento”.

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta, ele afirmou que os meses de julho e agosto registraram a pior quantidade de águas que chegaram aos reservatórios da série histórica.

O País enfrenta a pior crise hídrica nos últimos 91 anos, com grave escassez nos reservatórios das principais usinas hidrelétricas, o que exige o acionamento das termelétricas, de custo maior.

Na terça, o MME admitiu, em nota, uma “relevante piora” no cenário hídrico do País e nas projeções para os próximos meses.

Fonte- Correio do Povo


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