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SÃO SEPÉ Tempo

Faculdade depois dos 50- Sérgio da Silva Almeida

29 de junho de 2022 | Arquivado em Opinião | 42 views

Semana passada recebi o e-mail que estava esperando desde 2012. Dizia o título: “INFORMATIVO SOBRE A FINALIZAÇÃO DO SEU CURSO DE GRADUAÇÃO”. E ao ler o texto, parecia que meu coração ia sair pela boca: “O Centro Universitário Internacional Uninter vem parabenizá-lo pela conclusão do seu curso de graduação em Marketing, para nós foi muito especial este tempo em que tivemos você como aluno”.

Referente ao “tempo em que tivemos você como aluno”, leia-se 10 anos. Sim, uma década acessando os conteúdos pela internet e fazendo provas on-line nas madrugadas, por vezes fora de casa, em cidades onde viajei a trabalho. Quando se opta pelo ensino a distância (EAD), é preciso se manter com muita vontade de saber, independentemente de como nos sentimos, para que se obtenha a formação.

Na família, alguns serviram como incentivo ao mostrarem que não existe idade limite para estudar. No fim da década de 1970, minha tia materna, Madalena da Silva Ventura, morou por um tempo no apartamento dos meus pais. Durante o dia, ela trabalhava no Banco Sul Brasileiro e, à noite, cursava Administração. E eu a ouvia, durante as madrugadas, cochichando ao revisar as matérias – algo que nunca esqueci. Anos depois, assisti meu concunhado, Nelson de Quadros, concluir Direito, aos 45 anos, e, por fim, minha concunhada Maria Janete de Souza Pereira, que colou grau em Serviço Social beirando os 50.

Pela imprensa, conheci a história de Simão Sklar, que começou a estudar quando tinha 87 anos e se formou em Direito em 2019, aos 94 anos. Sua frase “estou me sentindo ‘remoçado’” me incentivou a continuar a caminhada.

Várias são as motivações que levam uma pessoa acima dos 50 a fazer uma faculdade. Porém, além da expansão dos conhecimentos, eu tenho uma mais do que especial: a de realizar o sonho do meu pai de ver um filho formado. Na juventude, até cheguei a cursar Administração na UFSM, porém, ao perceber que não era bem o que queria, deixei de lado. E agora que sou um cinquentão, ao contrário de Simão Sklar que recebeu o diploma das mãos do filho José Luiz, não vejo a hora de chegar o dia que receberei o certificado das mãos de meu pai, José Benemídio Almeida. Brigaduuu, Jesus!


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