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Estádios vazios, hospitais cheios – Sérgio da Silva Almeida

11 de março de 2021 | Arquivado em Opinião | 42 views

Sérgio da Silva Almeida

A notícia que tem tomado conta dos noticiários há dias é sobre a situação de emergência vivida pelos hospitais devido à superlotação provocada pela pandemia. O ex-jogador do EC Novo Hamburgo Neni Staigleder postou no grupo de WhatsApp “Associação dos Ex-Atletas do RS, SC e PR” áudio enviado por um amigo sobre a dramática situação no Vale dos Sinos: “É muita gente esperando para ser atendida, chorando por falta de ar e passando mal nas ambulâncias”. Em Esteio, uma comerciante que estava internada em um hospital público enviou mensagem via WhatsApp à filha antes de falecer à espera de uma vaga: “Eu vou pra UTI, só não tem vaga em nenhum lugar. Amo vocês!”. Drama que se repete Brasil afora!

A crise no acesso hospitalar é velha conhecida dos usuários do SUS. Eis duas manchetes antigas do portal de notícias G1: “SUS perdeu quase 42 mil leitos em sete anos”, de 14/9/2012, e “Pacientes de urgência morrem à espera de vagas em UTI pelo Brasil”, de 29/5/2015. Como se pode ver, a pandemia só reforçou o que todo mundo já sabe: saúde nunca foi prioridade no Brasil. O governador Eduardo Leite fez postagem no Twitter explicando o porquê não vale a pena expandir os leitos de UTI: “Aqueles que vão para o leito de UTI, 60% morrem. Mesmo que tivéssemos a capacidade infinita, não significaria salvar todas as vidas. As pessoas morreriam mesmo assim!”. Caio Coppolla, comentarista da CNN Brasil, reagiu: “Que lógica perversa é essa, seu governador? E os 40% dos pacientes que sobrevivem, graças ao cuidado intensivo, eles não valem o investimento em mais leitos de UTI?”.

Agora que o colapso na saúde escancarou a falta de leitos, como não lembrar o cartaz “Queremos escolas e hospitais padrão Fifa”, usado nas manifestações populares contra o abuso dos gastos para o Mundial de 2014. E a reprimenda do ex-presidente Lula: “Ser contra a Copa por falta de hospitais é um retrocesso enorme”, ao defender o comentário do ex-jogador Ronaldo Fenômeno: “Copa não se faz com hospitais, mas com estádios”.

Peraí, não me entenda mal! Sou fã de futebol – e do Ronaldo. Porém, o acesso à saúde deve ser prioridade. Do contrário, dá nisso: estádios vazios, hospitais cheios. 

Livre de vírus. www.avast.com.

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