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Errar é humano, perdoar é canino! – Sérgio Silva de Almeida

15 de janeiro de 2021 | Arquivado em Geral, Opinião | 81 views

Sérgio Almeida

A vida não está fácil para os pets durante a pandemia. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária, a crise, o medo de que animais transmitam o coronavírus e a mudança de vida dos humanos causada pela Covid-19, geraram uma “epidemia de abandono” de cães de estimação no Brasil.

Em Cachoeira, à beira do Rio Jacuí, um cão foi deixado para morrer por um casal. E, ao correr atrás do carro, deve ter “pensado”: “Meus donos sempre tentam ser bons, mas às vezes acabam falhando, pois são apenas humanos, não um cachorro como eu”. Porém, provou o gosto amargo da decepção quando, num ato de extrema crueldade, o motorista deu ré e passou por cima de suas patas. Gravemente ferido, como o ator Tom Hanks em O Resgate do Soldado Ryan, rastejou pela areia quente até chegar à Praia Nova, onde foi resgatado pelos veranistas. Ainda assim, precisou ser sacrificado.

Em São Sepé, a ONG Uspa Sepeense tem sobrevivo de doações. Em Alegrete, a ONG OPPA tem se virado como pode para acolher e tratar animais abandonados ou que sofrem maus-tratos. E por aí vai…

Minha esposa Marta costuma brincar que “sou o cachorro do Pipo”. E que “onde o Sérgio vai o Pipo vai atrás!”. Outro dia, precisei pegar uma sacola no carro e, por descuido, deixei o portão de casa aberto. Após abrir o porta-malas, notei um homem puxando uma guia dupla com dois cães de grande porte que pareciam estar brigando entre si. Não dei bola, e retornei. Por curiosidade, antes de fechar o portão dei mais uma olhada na briga. E notei uma bolinha de pelos suja de terra e sangue sob os cães. Logo vi que se tratava de um Shih Tzu. Mas, foi quando reconheci a coleira, que “a ficha caiu”: “É o meu cachorro!”. Saí em disparada para salvá-lo e, ao puxá-lo de debaixo dos brutamontes, um dos cães abocanhou a sua cabeça. Consegui ouvir o barulho dos dentes no crânio. E o olho direito do Pipo saltou para fora. Numa atitude instintiva, enfiei o pé no pescoço do cãozarrão e o resgatei de dentro da bocarra, aos gritos de: “Larga meu amigo!”.Ah, o Pipo já está recuperado. E às vezes, quando fica me olhando com aquela carinha de cachorro abandonado, parece dizer: “Eu não te culpo por ter deixado o portão aberto. Errar é humano, perdoar é canino!”.    


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