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Em minha cidade nada dá certo. Será? Sérgio da Silva Almeida

22 de janeiro de 2020 | Arquivado em Opinião | 479 views

No fim de semana acompanhei pela página de uma rádio de Cachoeira do Sul no Facebook o duelo de titãs Desse Carro Eu Não Saio. Dentre os quatro competidores, somente um seria o ganhador do Fiat Mobi. Para isso, não poderia sair do carro (nem para ir ao banheiro), comer, beber ou cochilar. A prova de resistência começou às 8h de sábado e terminou às 5h22min de domingo, após 21 horas e 22 minutos.

Durante a manhã de sábado, apostei minhas fichas no senhor de cabelos brancos sentado no banco do carona, Valdomiro, de 77 anos, por ele saber um pouco mais sobre a vida e ter sido caminhoneiro.

À tarde, após Traudi, de 56 anos, sair do carro, atinei que a jovem sentada ao volante, Cláudia, de 22 anos, seria um páreo duro para os homens. Mas às 4h28min de domingo, momento em que o vovô cochilou e deu adeus à competição, notei que o brincalhão Tiago, de 21 anos, que se mostrava desconfortável no banco de trás, também era um “osso duro de roer”. Não deu outra: o atleta de sorriso largo segurou o xixi por seis horas e foi o último a sair do veículo.

A prova de resistência teve um ganhador, mas os outros três também foram fonte de inspiração para todos nós. A agropecuarista Traudi – baseado na tese de que uma pessoa é atraída por duas forças: uma é a possibilidade de se encontrar com aquilo que lhe é familiar, porque traz segurança; outra é a necessidade de se confrontar com aquilo que é novo, diferente, desconfortável, e que, por isso, da vontade de tentar –, aceitou o desafio e aguentou oito horas dentro do carro.

O simpático Valdomiro esbanjou energia e encorajou a terceira idade a sonhar novos sonhos. A graciosa Cláudia, que volta e meia digladiava com seus limites e deitava a cabeça sobre o volante, mostrou como ser uma mulher empoderada sem deixar de ser feminina.

Além disso, os promotores do Big Brother enviaram uma mensagem àqueles moradores pessimistas que toda cidade tem, que estão sempre colocando negativismo, que não acreditam no futuro da cidade (você conheça algum?): o ser humano tem um potencial escondido, uma capacidade adormecida, uma energia de reserva capaz de levar a cidade muito mais longe do que se imagina. E parar de gorar que “aqui nada dá certo” é um bom começo. 


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