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É preciso educar para a paz- Sérgio da Silva Almeida

4 de março de 2022 | Arquivado em Opinião | 34 views

Na manhã do dia 24 de fevereiro, dois irmãos ucranianos notaram que não haviam sido acordados para irem à escola e perguntaram: “É feriado hoje, mamãe?”. “Não, meus amores, a guerra começou”, respondeu a mãe, com o coração na mão.  Certa vez, uma repórter me perguntou qual eu achava ser a maior estupidez humana, eu respondi, sem pestanejar: a guerra. Não importa o quão nobre o objetivo dela possa parecer, no meu entender, numa guerra, todos perdem.

As cenas na Ucrânia são de arrancar lágrimas dos olhos. Ao ter sua rotina alterada, um pai desesperado tentou ir para a Hungria com os dois filhos, porém, como o país proíbe a saída de homens entre 18 e 60 anos, sem alternativa, em um ato de amor, entregou as crianças a uma mulher desconhecida e ficou para lutar contra as tropas russas. Ao ver seu sonho interrompido, os jogadores brasileiros percorreram dezenas de quilômetros a pé, com malas nas mãos, ao lado da família, para fugirem do país. Sob temperaturas congelantes, uma mãe colocou cobertores sobre seu bebê em um carrinho, uma avó vestiu um suéter de tricô num cãozinho que tremia de frio e mulheres arrastavam malas enquanto levavam seus filhos para um futuro desconhecido. Guerras são ruins para todos. 

Após a invasão à Ucrânia, uma frase atribuída a Erich Hartmann, um ás da aviação alemã que participou de combates aéreos durante a Segunda Guerra Mundial, viralizou nas redes sociais: “A guerra é um lugar onde jovens que não se conhecem e não se odeiam se matam entre si por decisão de velhos que se conhecem e se odeiam, mas não se matam”. Pura verdade!

Entretanto, não é preciso ir muito longe para encontrar alguém que usa sua dor para tentar destruir a vida dos outros. Sábado, em Porto Alegre, o ônibus com a delegação do Grêmio foi apedrejado por torcedores antes do Gre-Nal. E em Caxias, um torcedor do Juventude deu uma cusparada num atleta do Caxias durante o clássico Ca-Ju. 

Mas qual explicação para tanto ódio? Talvez a resposta esteja – em parte – na frase da professora e pedagoga italiana Maria Montessori: “As pessoas educam para a competição e esse é o princípio de qualquer guerra. Quando educarmos para cooperarmos e sermos solidários uns com os outros, nesse dia estaremos a educar para a paz”


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