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É preciso amar as pessoas como se não houvesse eleições – Sérgio Almeida

6 de setembro de 2018 | Arquivado em Opinião | 98 views

Sérgio Almeida

Seguidamente, o Facebook é palco de discussões, provocações e inimizades por causa de opiniões. Alguns recebem até xingamentos e ofensas. Outros acabam excluindo amigos virtuais para não ver mais os posts deles e para que eles não vejam mais suas publicações “sem noção”. Engolir o orgulho não é sempre tão fácil, mas é o melhor caminho para discordar de alguém sem perder o controle.

Secador de carteirinha, em 2006, depois do gol do predestinado Adriano Gabiru que deu o título mundial ao Internacional diante do Barcelona, eu deixei uma mensagem pronta para enviar aos amigos colorados quando o árbitro apitasse o fim da partida: “Parabéns, vocês mereceram pintar a Terra de vermelho”. A ideia foi me antecipar aos “corneteiros” de plantão que certamente invadiriam minhas redes sociais com zoações. Deu certo! Os colorados me parabenizaram pela atitude e não me zoaram. O Inter acabou ganhando a taça, mas eu não perdi os amigos.

O tema polêmico da semana passada nas redes sociais foi o caso Bruno. O cão, que vivia nas ruas de Cachoeira do Sul (RS), mordeu um policial militar que acabou revidando com um tiro enquanto atendia uma ocorrência de briga num posto de combustíveis. O acontecimento gerou manifestações de comoção entre os defensores da causa animal que, mesmo com chuva, participaram domingo de uma passeata pedindo justiça, mas foi motivo de deboche para outros. Um internauta comentou: “Quando precisar do 190, vai ouvir um latido do outro lado”.

Em tempos de eleições, “os nervos ficam à flor da pele”. Os internautas que têm opiniões divergentes sobre política nem sempre levam o debate para um campo saudável. De acordo com o Safernet (entidade que recebe denúncias de crimes cibernéticos), no pleito de 2014 “choveu” denúncias sobre crimes de ódio na internet. Sinal de que o brasileiro confunde discurso de ódio com liberdade de expressão.

Portanto, fica a dica: se durante a campanha eleitoral você não quer transformar sua vida nas redes sociais em um ringue para debates inflamados, respire fundo antes de dar um ENTER nos comentários. Plagiando um sucesso do Legião Urbana: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse eleições”.


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