Enquete

O Grêmio escapa ou não do rebaixamento?

Ver resultado

Loading ... Loading ...

Previsão do Tempo


É melhor dar do que receber- Sérgio da Silva Almeida

12 de agosto de 2021 | Arquivado em Opinião | 30 views

Sérgio da Silva Almeida

Vivemos em uma cultura em que as pessoas querem ganhar o máximo que puderem. Porém, precisamos nos habituar a pensar nos outros além de nós mesmos. Como disse Jesus: “Há maior felicidade em dar do que em receber”.
Katharine Hepburn, considerada por muitos como a maior atriz da história do cinema, contou uma história de sua infância: “Quando eu era adolescente, meu pai e eu estávamos na fila para comprar ingressos para o circo. Havia apenas uma outra família entre nós e o balcão de ingressos. Eram oito crianças, todas com menos de 12 anos, em fila, duas a duas atrás dos pais, de mãos dadas, e estavam tagarelando excitadamente sobre os palhaços, animais e todos os atos que veriam naquela noite. Pela empolgação delas, se podia sentir que nunca haviam ido ao circo antes. Seria um ponto alto de suas vidas.

O pai e a mãe estavam orgulhosos. A mãe segurava a mão do marido, olhando para ele como se dissesse: ‘Você é meu cavaleiro de armadura brilhante’. Ele estava sorrindo por ver sua família feliz. A bilheteira perguntou ao homem quantos bilhetes ele queria? Ele respondeu: ‘Gostaria de comprar oito ingressos para crianças e dois ingressos para adultos’. A senhora do bilhete indicou o preço. A esposa do homem largou sua mão, sua cabeça caiu, os lábios do pai começaram a tremer. Então ele se inclinou um pouco mais perto e perguntou: ‘Quanto você disse?’. A moça do bilhete voltou a indicar o preço. O semblante do homem caiu. Como ele iria dizer a seus oito filhos que não tinha dinheiro suficiente para levá-los ao circo?

Vendo o que estava acontecendo, meu pai enfiou a mão no bolso, tirou uma nota de dinheiro e a jogou no chão. E se abaixou, pegou a cédula, deu um tapinha no ombro do homem e disse: ‘Com licença, senhor, isso caiu do seu bolso’. O homem captou a mensagem, e olhando nos olhos do meu pai, pegou a mão dele entre as suas, apertou com força o dinheiro e, com os lábios trêmulos e uma lágrima escorrendo pelo rosto, respondeu: ‘Obrigado, obrigado, senhor!’.

Meu pai e eu voltamos para casa, pois era o único dinheiro que tínhamos para comprar nossos ingressos. Entretanto, embora não tenhamos conseguido ver o circo naquela noite, sentimos uma alegria muito maior e aprendemos que somos mais abençoados em dar do que em receber”.


Mapa do Site

Fale Conosco

Fale conosco

    Nome (obrigatório)

    E-mail (obrigatório)

    Mensagem