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Depois da hora não é mais hora – Sérgio Almeida

8 de julho de 2019 | Arquivado em Opinião | 38 views

 Mesmo tendo situações de vida diferentes, todo mundo, de uma maneira ou de outra, se identifica com a postagem melancólica do jornalista cachoeirense Vinícius Severo, em sua página no Facebook: “Exatos sete anos atrás, eu caminhava desempregado pelo centro da cidade, refletindo sobras todas as ‘burradas’ que havia feito. Num banco semidestruído da praça, comecei a me sentir um lixo em que até dói a lembrança. Ainda tem dias que me sinto aquele Vini caminhando pela praça e decepcionado por tudo que não fiz”.

Fiquei matutando se não se trata do mesmo banco semidestruído da Praça José Bonifácio, em Cachoeira do Sul, que eu, na manhã de 2 de fevereiro de 1995, minutos após ter sido demitido do Banco Bamerindus, sentei e permaneci um tempão, a chorar como se não houvesse futuro. O certo é que na vida todos temos segredos inconfessáveis, sonhos inatingíveis, amores inesquecíveis e arrependimentos irreversíveis.

Uma enfermeira australiana que cuida de pacientes em suas últimas semanas de vida, relatou em livro os maiores arrependimentos na hora da morte. Um deles é: “Queria não ter trabalhado tanto”: No fim da vida, muitos falaram sobre a tristeza de não ter estado tão presente na vida dos filhos. Outro é: “Queria ter expressado melhor os meus sentimentos”: Afim de levar uma vida de paz com os outros, eles acabaram escondendo suas emoções. A terceira lamentação: “Queria ter tido mais contato com meus amigos”. Todos foram perdendo grandes amizades ao longo dos anos. O quarto pesar é bem clichê: “Queria ter me permitido ser mais feliz”: O medo de mudar fez com que fingissem para os outros que estavam satisfeitos com relação à vida que estavam levando. E, por fim, o arrependimento mais comum: “Queria ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse”. Conforme a enfermeira, muitos, quando percebem que sua vida chegou ao fim, constatam que foram o que os outros quiseram que eles fossem. Como alguém disse: “Todos nascemos originais, mas morremos cópias”.

Assim sendo, não é preciso esperar o último dia para descobrir que remédios não curam doenças da alma. Talvez essa tenha sido a mensagem que o radialista José Schneider Silva, apresentador do Programa Matutino no Ar, na Rádio Cachoeira, tentou enviar através de seu famoso bordão: “Antes da hora não é hora, depois da hora não é mais hora”. Então, olha a hora!


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