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Delegado Firmino: “Está institucionalizada a sensação de impunidade”

6 de fevereiro de 2016 | Arquivado em Geral, Polícia | 1.469 views

Ainda repercute na comunidade de São Sepé a decisão da Justiça que acatou o pedido do advogado do suspeito de ter atirado contra o comissário da Polícia Civil, Luis Giovani da Silva Oliveira, 47 anos, no dia 26 de janeiro.

Diene Felipe da Silveira Rodrigues foi levado direto para o Presídio pelo seu advogado, Sérgio dos Santos Lima.

O fato gerou descontentamento e indignação do delegado Antônio Firmino de Freitas Neto, que está respondendo pela Delegacia de Polícia de São Sepé e coordena a investigação.

O delegado recebeu a nossa reportagem para falar do fato. Confira a entrevista:

Delegado Antônio Firmino de Freitas Neto (Foto: Reprodução)

Delegado Antônio Firmino de Freitas Neto (Foto: Reprodução)

 

JG: Como foi planejada a Operação de Cumprimento de Mandado na localidade do Barrondão, interior de São Sepé?

Delegado: Nós fomos até o local para cumprir uma decisão judicial para investigar o suspeito que está sendo investigado pelo porte ilegal de arma de fogo, produtos de furtos e munições.

JG: O que ocorreu quando a polícia chegou ao local?

Delegado: O Mandado Judicial era para vistoriar duas casas, por isso fomos com uma equipe de oito policiais. As casas eram distantes uma da outra e dividimos a equipe em duas de quatro policiais.

Na casa de um dos suspeitos, os policiais foram recebidos a tiros. A ação resultou com um colega nosso ferido na cabeça. O suspeito atirou de dentro de casa e enquanto os colegas socorriam o policial ferido, o suspeito fugiu. Eu estava com a outra equipe e só fiquei sabendo do ocorrido,  40 minutos após. O comparsa do Diene Rodrigies foi preso, trazido para a DP,  mas em seguida foi solto.

Foi feito flagrante, tudo perfeito na ação, mas o Judiciário entendeu de outra forma. Esse indivíduo vinha causando medo e pavor à comunidade do Boqueirão.

Nessa ação de Cumprimento de Mandado  Judicial,  encontramos  munição e arma raspada, nem assim conseguimos com que o suspeito ficasse preso.

JG: O fato de o advogado ter apresentado o suspeito direto no Presídio é legal?

Delegado: É legal, mas é estranho, pois somos policiais técnicos, não somos burros. Eu fui considerado uma pessoa acima da média em avaliação psicológica. Todos sabem que minha conduta como delegado é fazer valer a lei e não se igualar a bandido.

JG: O senhor acha que houve desrespeito do Judiciário com a Polícia?

Delegado: Acho que não houve, mas não gostei nem um pouco da decisão e nem a comunidade. Tenho o dever de respeitar, mas não gostei.

Sou um profissional da Lei. Depois do preso detido, é obrigação do Estado cuidar dos presos, por isso não entendo por que a decisão de levar o suspeito direto para o Presídio.

Sou Pós Graduado em Direitos Humanos, Segurança Pública e Gestão, trato todos com muito profissionalismo.

JG: O senhor já ouviu o suspeito?

Delegado: Fizemos  um pedido judiciário para que a SUSEPE traga o suspeito para ser ouvido, mas ainda não obtivemos resposta.

JG: A sociedade tem reclamado muito da Justiça e órgãos de segurança,  e que cada vez mais aumenta a violência por conta da impunidade. Qual a sua opinião sobre isso?

Delegado: Entendo que as coisas como estão no Brasil, o preso tem que ficar preso sim. Não é só a polícia que se indigna, mas a população mais ainda. Decisão judicial a gente respeita, mas ninguém é obrigado a gostar.

Há um excesso de garantias para bandidos, enquanto cidadãos de bem não têm nenhuma garantia constitucional, como saúde, educação e segurança. Direitos humanos são para humanos direitos.

Do jeito que as coisas andam, dá para dizer que está institucionalizada a sensação de impunidade. É o famoso não dá nada.

 

 

 

 

 


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