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Dê aos filhos raízes. Mais tarde, asas- Sérgio Almeida

22 de agosto de 2018 | Arquivado em Opinião | 81 views

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O cordão umbilical é o primeiro laço a ser desfeito entre o filho e sua mãe. O segundo é quando ele parte para a própria vida. E muitos pais sofrem com a saída dos filhos de casa.

Essa semana aconteceu a colação de grau do curso de Publicidade e Propaganda na Unochapecó do Sergi. Foi emocionante ver meu filho se formar. E no fim do mês será também o momento de deixar ele ficar e cuidar de si mesmo. Não, você não entendeu errado! Não é ele que está saindo de casa… somos nós! Eu, a Marta e o José (ah, e o nosso shitzu Pipo), após quatro anos e meio residindo em Chapecó, estamos fazendo as malas e indo morar na praia de Cabeçudas, Itajaí (SC), sem o filho mais velho. Devido as suas atividades profissionais, ele continuará na capital do oeste catarinense. E mesmo que haja quase um consenso quando se diz que devemos criar os filhos para o mundo, ainda assim, a sensação de tristeza é inevitável. De repente, o lugar dele à mesa de jantar estará vazio e não o veremos mais “jogado” no sofá assistindo seriados na Netflix com a namorada. De repente, sentiremos saudades da cama desarrumada, das roupas e dos tênis jogados no chão e do acúmulo de louça suja na pia da cozinha. E não será mais preciso gritar: “Sergi, porque esse mundaréu de luzes acesas?” ou “Filho, já faz meia hora que está no banho. Quem vai pagar a conta do gás?”.

A Marta, antes mesmo da despedida, já se sente atingida pela “síndrome do ninho vazio”. Há dias ela está toda chorosa pelos cantos. Mas não é a única. A professora aposentada Elenir Rosa sofreu um bocado com a saída do filho Tézio de casa: “Quando eu lembrava dele, sentia uma vontade incontrolável de chorar”, confessou. A empresária Cláudia Freitas da Rosa também “perdeu o chão” quando Jean passou na ESA e foi embora de casa: “Foi difícil largar no portão de um quartel em uma cidade distante o filho que sempre foi a razão da minha vida. As coisas deixaram de fazer sentido e tive que aprender a seguir em frente”, contou.

Entretanto, nem todas as mães reagem da mesma maneira. A massoterapeuta Vera Beatriz da Silva incentivou a filha Taís a sair da cidade onde mora para fazer a vida fora. “A falta de oportunidades de trabalho para jovens foi o fator determinante”, justificou.

Ver um filho sair de casa dói, mas é preciso dar a ele raízes e mais tarde asas.

 

 

 


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