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SÃO SEPÉ Tempo

Criamos nosso próprio mundo- Sérgio da Silva Almeida

21 de abril de 2022 | Arquivado em Opinião | 33 views

O aluno do Colégio Totem Cachoeira do Sul, Miguel Keller, de 11 anos, conquistou, no Clube Farrapos, em Porto Alegre, o 1º lugar na 18ª Edição do Anime Buzz. A competição é para fãs de games, séries, mangás e animes. O garoto usou a fantasia de Denji, protagonista do mangá Chainsaw Man, confeccionada por seu pai, Germano, para concorrer na atividade Cosplay Kids, que consiste em se fantasiar do personagem do qual se é fã. Ana Paula, sua mãe, me contou que, afora as atividades escolares, o filho “vive” no mundo dos animes desde os 5 anos: “Nós procuramos ensiná-lo a como manter o equilíbrio entre a vida real e a ação, fantasia e aventura do mundo anime”, explicou.

Se você, assim como eu, pertence à geração X, talvez não saiba bulhufas nenhuma sobre animes e mangás. O cartunista Jader Corrêa, ilustrador de meus gibis educativos O Esquisito da Praça da Caixa D’água e O Homem que Plantou Árvores, explica: “Os mangás são histórias em quadrinhos desenhadas no ‘estilo japonês’. Já os animes são as versões animadas desses desenhos”. Tá explicado, né!? 

Aqui em casa, quando noto que o José, meu filho de 15 anos, está passando muito tempo em jogos on-line, além de me fazer presente no mundo dele, eu me lembro do meu tempo de guri. Eu morava no Irapuá, interior de Caçapava do Sul, e como ainda não havia a indústria do entretenimento, além de jogar bola, andar de bicicleta e a cavalo e brincar de guerrinha de mamonas, eu construía curral com galhos para confinar os boizinhos de ossos, imitando a criação de gado.

Porém, quando me mudei com meus pais para a cidade, mal chegava do colégio, me fechava no quarto e passava as tardes jogando futebol de botão no quarto… sozinho.

Ainda guardo no sótão a coleção com mais de 900 times de todas as ligas do mundo. Certo dia, minha mãe, aflita por me ver passar tanto tempo enfurnado no quarto “vivendo em meu próprio mundo”, chamou o médico para ver se eu estava doente. O doutor, após me analisar, a tranquilizou: “Amália, o Sérgio está bem. Ele só criou seu próprio mundo. Mas fique tranquila, que um dia ele sairá daí”.


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