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Coloque o pessimismo em quarentena – Sérgio da Silva Almeida

2 de abril de 2020 | Arquivado em Opinião | 92 views

Nilton Moreira

Eu segui à risca o conselho do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta: “Desliguem um pouco a televisão. Às vezes ela é tóxica demais”. O papel da mídia é informar (sem gerar pânico) o que está acontecendo. Por isso, há dias deixei de suportar a avalanche de informações transmitidas por telejornais que parecem ter prazer em anunciar tragédias à exaustão, e disse: “Alto lá!”. E coloquei o pessimismo em quarentena. Desliguei a TV e me aventurei numa maratona de leitura de livros, de seriados na Netflix e de momentos com a família.

Estudos afirmam que ver muitas notícias ruins faz mal à saúde psicológica. Como costumo dizer: “É mais fácil um lambari beber todo o Rio Jacuí do que uma mente negativa gerar uma vida positiva”. Sendo assim, como o propósito dessa coluna é levar ao leitor o que lhe pode dar esperança, eu pedi autorização ao cantor e compositor Renato Jaguarão para compartilhar seu poema bagual “Coronavírus: a peste medonha”:

“Indiada, a peste medonha chegou. E desta vez não foi no gado. Vem lá do outro lado, além das águas de sal. Criaram ou foi natural, ninguém tem essa certeza. Uns dizem que é a natureza querendo nos dar um castigo. Mas eu tenho comigo que isso é um mal passageiro. Mas embretou o mundo inteiro. Botou o Pampa em perigo. Aos poucos foi se alastrando, não tem banho, nem vacina. Se bandeou de lá da China, dos ‘taura’ de ‘olho puxado’. O povo apavorado com toda essa função. Se trancou ‘nos galpão’ com ‘os beiço’ todo tapado. Não se vê ninguém na estrada, tampouco tem marcação. Não ‘hay’ mais domingueira, bolicho, festa campeira, nem mesmo aperto de mão. Nas ‘rádio’, o noticiário, que a coisa não é buenaça. Não se separa por raça, nem por guaiaca de prata. Do rico, ao pobre, mata. A coisa não faz distinção. De pouco vale a fortuna, se na despedida reúna, pouco cabe no caixão. O homem, xucro, teimoso, por vez até orgulhoso, desdenha da criação. A fé, que anda esquecida, de nada serve essa vida, sem ter Deus no coração. Mas ainda creio na divindade, não ‘hay’ o que o homem não vença. E, se alguém por certo pensa que dessa vez é o final. Conheço de perto o mal, a história é que nos ensina. Não é dessa vez ainda. É só Ele dando um sinal”.

#JuntosContraoCoronavírus. 


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