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Colírios para os meus olhos- Sérgio da Silva Almeida

25 de maio de 2022 | Arquivado em Opinião | 49 views

Quinta, dia 26, é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. O principal objetivo da data é conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce. Apesar de ocorrer principalmente nos “velhinhos” – tecnicamente, idosos com mais de 60 anos –, o glaucoma pode surgir em vários momentos da vida. 

Assim sendo, é aconselhável que a geração “enta” (a dos com mais de 40) faça exames oftalmológicos periódicos, com a finalidade de detectar sinais prematuros desta doença “silenciosa” que causa lesões no nervo ótico, geralmente devido ao aumento da pressão intraocular, e provoca a perda progressiva da visão, podendo levar a total cegueira se não for tratada corretamente. 

Há uns seis anos, quando eu morava em Chapecó, capital do oeste catarinense, notei que estava enxergando de forma turva, como se tivesse uma névoa, no popular, “visão embaçada”, e que precisava apertar meus olhos para tentar ler palavras a distância. Foi aí que busquei ajuda médica e descobri que sou portador de glaucoma. E, desde então, além de usar óculos e utilizar colírio específico, tenho mantido as consultas e os exames em dia para evitar surpresas desagradáveis.

Tão logo retornei com a família para Caxias do Sul, veio a pandemia de covid-19 e o isolamento domiciliar. Meses depois, após sentir agulhadas nos olhos, fiz uma visita ao oftalmologista por achar que a doença estava piorando. Porém, para minha surpresa, o médico analisou o resultado dos exames e deu o diagnóstico: “Você tem alergia ao pólen das flores das gramíneas!”. 

Fiz cara de desconfiado e rebati: “Doutor, deve haver algum engano, eu sou do Irapuá, me criei no mato”. Ele explicou: “Por ter ficado em casa durante a pandemia, você perdeu a imunidade ao pólen. E vai ter que conviver com isso para o resto da vida”. Desde então, uso diariamente dois colírios: um por causa do glaucoma e outro (acredite) devido aos pequeninos e leves grãos de pólens que são carregados pelo vento.


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