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Charme e beleza no futebol – Sérgio Almeida

30 de agosto de 2019 | Arquivado em Opinião | 30 views

Charme e beleza no futebol

A audiência da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019, que foi disputada na França, bateu recordes de audiência ao redor do planeta. E logo em seguida à eliminação de nossa seleção, o desabafo de Marta, craque brasileira eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, soou como uma convocação: “Não vai ter uma Marta, uma Cristiane ou uma Formiga para sempre. E o futebol feminino depende de vocês para sobreviver. Chore no começo para sorrir no fim”.

A primeira partida de futebol feminino ocorreu no ano de 1921, entre times dos bairros Tremembé e Cantareira, em São Paulo, e foi motivo de chacota por parte dos torcedores. Para piorar, em 1941 o Conselho Nacional de Desportos afastou de vez as mulheres dos gramados, sob o pretexto de que jogar bola seria uma prática incompatível com as condições da natureza feminina, já que as lesões decorrentes do esporte poderiam torná-las inférteis. Um jornal da época chegou a noticiar: “Pé de mulher não foi feito para se meter em shooteiras”.

Dessa forma, até 1979 as mulheres foram proibidas por lei de jogar futebol profissionalmente. Preconceito que parece estar ficando cada vez mais para trás, pois a partir deste ano os clubes da Série A do Brasileirão estão obrigados a manter uma equipe de futebol feminina.

De uns tempos pra cá, a participação das mulheres no futebol não está restrita às quatro linhas. Além de jogadoras, repórteres, comentaristas e árbitras, elas estão conquistando cada vez mais espaço como treinadoras. Das seleções femininas que estão no Top 10 do ranking da Fifa, metade é comandada por mulheres. E já tem as que treinam times masculinos. Quem “abriu a porteira” foi Nilmara Alves, de 37 anos, que se tornou a primeira brasileira a ter um registro de treinadora na CBF. Ela comanda com voz macia, mas firme, os marmanjos do Manthiqueira, time de Guaratinguetá (SP), da quarta divisão paulista.

Então, para aqueles que acham que o papel das mulheres no futebol é de serem meras espectadoras que trazem charme e beleza apenas para as arquibancadas, é bom atentar ao refrão animado do hit “jogadeira”, que levantou o astral da Seleção Brasileira Feminina no Mundial da França: “Qual é, qual é, futebol não é pra mulher? Eu vou mostrar pra você, mané, joga a bola no meu pé”.


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