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“Cartão vermelho” por WhatsApp – Sérgio Almeida

23 de maio de 2019 | Arquivado em Opinião | 88 views

Sérgio Almeida

“Cartão vermelho” por WhatsApp

O WhatsApp foi criado em 2009 por dois ex-funcionários do Yahoo e mudou a maneira como as pessoas se comunicam. O nome escolhido é uma brincadeira com a expressão “What’s up”, que significa algo como “E aí?” ou “O que está rolando?”. Além do uso social, o WhatsApp se tornou uma das principais ferramentas do mundo corporativo. Por oferecer um serviço de troca de vídeos, fotos e mensagens instantâneas, empresas têm adotado o aplicativo como um canal de comunicação para se relacionar com clientes e colaboradores. Porém, como você se sentiria se fosse mandado embora do emprego por WhatApp?

Pois o futebolista Cleverson Rosário passou por essa situação no dia 26 de abril, ao receber por mensagem de texto a notícia de que seu contrato com o Ypiranga de Erechim seria rescindido (a notícia saiu até no GloboEsporte.com). “Ontem estivemos reunidos presidente eu e Fabiano, durante ida pra Vacaria e ele não conta contigo”, foi o comunicado do diretor do clube que disputa o Brasileirão Série C. Chateado, Cleverson, que jogou em diversos clubes do país, pelo Twitter, brincou com a situação inusitada: “Já fui dispensado por jogar mal, perder gol, indisciplina, por ser feio, por jogar muito, por ser campeão, por muitas coisas. Mas por Whats foi a primeira vez”.

Cleverson tem razão para estar chateado. Situações como essa, que se repetem aqui e ali, além de expor a falta de uma política para demissões na empresa, é um gesto de indelicadeza e de desrespeito à dignidade do profissional. Em um processo correto, o atleta deveria estar em um espaço adequado para que o gestor pudesse explicar o motivo da dispensa e reconhecer o trabalho que ele desempenhou no clube – além de evitar que o desligamento se torne um trauma –, pois antes do “ser profissional” existe outro, mais importante, o “ser humano”.

Num mercado competitivo, onde às vezes é preciso chorar debaixo do chuveiro, na hora do banho, para esconder as lágrimas, nada mais cruel do que ser demitido por WhatsApp. Uma atitude despida do respeito que deve nortear as relações entre empregador e empregado e que pode manchar a imagem da empresa ou até mesmo causar danos na continuidade da carreira de quem recebe o “cartão vermelho”.


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