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Carne Vale – Alessandra Cavalheiro – Jornalista

3 de fevereiro de 2016 | Arquivado em Geral, Opinião | 142 views

A alegria é uma das mais lindas manifestações do ser humano. Diante de alguém nesse estado de luz, somos contagiados, algo dentro se mexe, parece que chacoalha. Uma boa risada, uma gargalhada gostosa… Quem não se alegra junto? Nós vivemos num país que tem, em suas características, um povo que sabe se alegrar. Prova disso é o tamanho gigantesco do nosso Carnaval.

Um momento de catarse, de espantar os males, medos e fantasmas que carregamos nos dias comuns do ano. Toma-se um banho de beleza e humor, entra-se em outro estado mental; liga-se o botão do F… E tudo parece desaparecer em certos momentos da folia.

Eis a questão.  Quando tudo pode desaparecer, a alegria em meio à festa pagã toma outros contornos. Como encontrar o ponto certo, em que se mantém a virtude da alegria e se encontra os limites da própria vida? Fugir dos males, afinal, pode representar perigos nesse caminho incerto. Com a fantasia, é melhor vestir um pouco de prevenção e lucidez. Com o brilho das alegorias, melhor tomar cuidado e aguçar o olhar. Na tentação de desaparecer nos redemoinhos das noites quentes e belas, residem perigos.

É interessante que a vida inteira vimos campanhas dos governos e autoridades da saúde e do trânsito alertando para o óbvio. Mesmo assim, temos ao final, o saldo das estatísticas de mortes no trânsito, violência, transmissão de doenças e os problemas todos do exagero nas bebidas e drogas. E a cada ano, as autoridades se perguntam o que fazer para que as campanhas efetivamente funcionem. Não deveria o saldo de tanta alegria e animação ser positivo? Existem avanços, mas também retrocessos.

O Brasil bateu recorde em número de pessoas com Aids. Nos últimos seis anos, o País praticamente dobrou o número de brasileiros que fazem uso de antirretrovirais. Agora, sabemos que haverá autoteste em farmácias. A doença não é mais uma sentença de morte. Talvez, se fosse, não estaria se alastrando tanto. Porque ocasiões como Carnaval aumentam a política do “não dá nada”. Uma pena.

Felizmente, os índices de acidentes, mortos e feridos do Carnaval de 2015 são os menores registrados nos últimos oito anos nas rodovias federais. Durante os cinco dias da festa de momo de 2015 as autoridades federais registraram 2.785 acidentes, 120 mortos e 1.786 feridos no Brasil. Mas ainda temos tragédias. Vamos torcer por melhores números este ano. Ainda é preciso encontrar o limite tênue entre a alegria contagiante e a própria vida, que pulsa pedindo cuidado para seguir em frente, em busca dos sonhos de todos nós.

Alegria, alegria!

Mas todo cuidado é pouco…

 


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