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Capacitação de Fontes em Vila Nova do Sul

4 de junho de 2018 | Arquivado em Geral | 157 views

 

 

Foto: divulgação Emater

Na última sexta-feira (25/05), em Vila Nova do Sul, a Emater/RS-Ascar e a Prefeitura promoveram uma capacitação sobre proteção de fontes, na localidade do Cambaí, no interior do município, quando foi protegida uma fonte hídrica que deverá melhorar a qualidade da água distribuída para as 14 famílias rurais que vivem na comunidade.

A construção da proteção da fonte serviu como atividade demonstrativa do trabalho que é feito pela Emater/RS-Ascar e seus parceiros na proteção, preservação e recuperação de nascentes e olhos d’água na região. “O local escolhido para a atividade foi uma fonte em uma propriedade assistida pela Emater, localizada a sete quilômetros do centro da cidade, que abastece essas famílias rurais e não possuía nenhum tipo de proteção que garantisse condições mínimas e adequadas para um consumo seguro da água distribuída”, explicou a extensionista social do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Vila Nova do Sul, Cristiane Aires.

A capacitação contou com a presença de aproximadamente 40 pessoas dos municípios de Dilermando de Aguiar, Santa Maria, Restinga Sêca, Paraíso do Sul, Cerro Branco, Cachoeira do Sul, São Sepé, Fomigueiro e Vila Nova do Sul, entre produtores rurais, extensionistas da Emater/RS-Ascar, funcionários das prefeituras e técnicos do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua). Esta é a segunda capacitação sobre proteção de fontes realizada na região Central do Estado. A primeira aconteceu em abril, no município de Jaguari.

De acordo com o responsável pela atividade, o assistente técnico de Manejo de Recursos Naturais do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, engenheiro agrônomo Mario Landerdahl, a proteção de fontes é o primeiro passo para melhorar a qualidade da água distribuída para a comunidade. Posteriormente, ainda será feita a introdução de um clorador na fonte protegida.

Na abertura do evento, o prefeito de Vila Nova do Sul, José Luiz Camargo de Moura, contou que é recente a instalação de redes de distribuição de água no município e que atualmente são perfurados poços artesianos que não apresentam vazão suficiente para atender à demanda dessas redes de água. Em vista disso, Moura afirmou que “capacitações sobre proteção de fontes são importantes para a qualidade da água nas zonas rurais e devem servir de referência para outras comunidades do município”. A prefeitura auxiliou com materiais e mão-de-obra para a construção da fonte protegia na localidade do Cambaí. Além do prefeito, estiveram presentes o secretário municipal de Obras, José Gilmar Pereira Silva, o coordenador da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, Fagner Souto Dias, e o coordenador do Vigiágua, Itabajara Silveira.

A extensionista social Cristiane Aires afirmou que as práticas de proteção de fontes são necessárias pelo grande número de famílias rurais que são abastecidas de águas de fontes naturais, nascentes e olhos d’água. “A proteção evita a contaminação da água por animais domésticos e silvestres, além da preservação do entorno das fontes”, explicou Cristiane.

A extensionista também ressaltou que, conforme orientações da Emater/RS-Ascar e da Secretaria da Saúde, “é preciso evitar a construção de chiqueiros, galinheiros e fossas sépticas nas proximidades das nascentes, pois, com a chuva, os dejetos podem contaminá-las”. Cristiane explicou também que seja evitado o acúmulo de lixo e o desmatamento no entorno das nascentes. Em Vila Nova do Sul, a intenção dos parceiros envolvidos na atividade é dar continuidade a esse trabalho e, para isso, é preciso que os agricultores e a população estejam engajados na causa”, assegurou a extensionista.

Fontes protegidas
Durante a capacitação, o assistente técnico da Emater/RS-Ascar, Mario Landerdahl, fez uma exposição teórica sobre os passos necessários para efetuar a proteção de fontes, de acordo com a Resolução nº 361/2017, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), como a limpeza do local, estruturação física, construção, higienização e cobertura. A fonte protegida no evento servirá de Unidade de Referência para a proteção de outras fontes naturais no município.

Segundo Landerdahl, primeiro deve ser feita a limpeza criteriosa do local, com o uso de ferramentas manuais; é preciso evitar danos à vegetação, desviar a água da nascente e retirar os resíduos orgânicos. O segundo passo é fazer a estrutura da base, com o uso de pedra brita nº2, e instalar um dreno ao fundo para limpeza e um tubo ladrão na parte superior. Depois disso, pode ser iniciada a construção da proteção, que deve ser rebocada com argamassa, para possibilitar a infiltração, e precisa conter um filtro de captação no tubo de saída.

Para a higienização da fonte, Landerdahl orienta que as paredes interiores sejam cobertas com cal virgem e que seja feita uma estrutura de proteção com pedras não porosas e limpas, e o uso de pedra brita para envolver o filtro. Deve ser utilizada água sanitária para a higienização, drenada pelos tubos durante 15 minutos.

Para finalizar, deve ser colocada uma cobertura, que pode ser de geo-membrana, lona plástica, lajes de arenito, cimento armado ou pedra ferro de lascas. Após, deve-se cobrir toda a estrutura com solo e vegetação.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Santa Maria


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