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Batom combina com futebol- Sérgio da Silva Almeida

1 de julho de 2021 | Arquivado em Opinião | 26 views

Sérgio da Silva Almeida

Antes de iniciar o texto, gostaria de registrar que esse é o 800º artigo publicado em jornais Brasil afora. Agradeço aos leitores desta coluna, a razão de ser deste articulista, e a Deus: “Brigaduuu, Jesus!”.

O Estádio Joaquim Vidal, em Cachoeira do Sul, foi palco de inúmeros episódios de minha carreira futebolística como atleta amador e profissional. E num tempo em que se podia contar nos dedos as mulheres que frequentavam os jogos, três nomes marcaram presença nas arquibancadas. Sila Elena Kochenborger – que além de secretária de um clube amador também era responsável pela lavagem dos uniformes dos atletas – costumava torcer das arquibancadas em forma de ferradura, atrás da goleira oeste, sempre acompanhada de suas duas filhas. E eu fazia questão de subir no alambrado após marcar gols e comemorar junto a elas.

Outra torcedora que contrariava a célebre frase “futebol é coisa de homem” foi Celi Machado. Os gritos de incentivo de “tia Maria”, como era carinhosamente chamada, ecoavam pelos quatro cantos do estádio. Eu nunca escondia minha admiração por tia Maria, que gritava o tempo todo para incentivar o time do coração e extrapolava as emoções a cada lance. A torcedora – que além de lavar o fardamento após os jogos ainda ajudava a aparar a grama do campo – faleceu em 2014, deixando um silêncio no pavilhão social que jamais será preenchido.

E Terezinha Moraes de Oliveira, esposa de um dos treinadores mais vencedores do futebol profissional e amador da região central do Rio Grande do Sul, João Marinones Ribeiro de Oliveira, que no início da semana partiu para a morada celestial. Marinones foi meu treinador em várias oportunidades, e a cada partida sua esposa Terezinha acrescentava “perfume” às arquibancadas. Ela me tratava como uma segunda mãe. A nossa amizade virou família. 

Hoje as mulheres não estão só nas arquibancadas, mas dentro das quatro linhas atuando como atletas, treinadoras e árbitras, e ao microfone, narrando e comentando jogos, graças a pioneiras como as cachoeirenses que abriram caminho ao mostrar ao mundo da bola que “batom combina com futebol”.


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